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José Frias, o reformado de 72 anos que enfrenta os jovens na Catalunha

De bastão na mão, homem diz que "se tivesse medo não saía de casa".
SÁBADO 20 de Outubro de 2019 às 14:06
O reformado que enfrentou protestantes com bastão na mão na Catalunha
O reformado que enfrentou protestantes com bastão na mão na Catalunha
O reformado que enfrentou protestantes com bastão na mão na Catalunha
O reformado que enfrentou protestantes com bastão na mão na Catalunha
O reformado que enfrentou protestantes com bastão na mão na Catalunha
O reformado que enfrentou protestantes com bastão na mão na Catalunha
O reformado que enfrentou protestantes com bastão na mão na Catalunha
O reformado que enfrentou protestantes com bastão na mão na Catalunha
O reformado que enfrentou protestantes com bastão na mão na Catalunha
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O reformado que enfrentou protestantes com bastão na mão na Catalunha
O reformado que enfrentou protestantes com bastão na mão na Catalunha
O reformado que enfrentou protestantes com bastão na mão na Catalunha
O reformado que enfrentou protestantes com bastão na mão na Catalunha
O reformado que enfrentou protestantes com bastão na mão na Catalunha

A Catalunha já vai no seu sétimo dia de confrontos entre autoridades e independentistas que protestam a condenação de políticos pelo envolvimento na tentativa de revolta de 2017. No meio das cargas policiais, dos distúrbios provocados, das vandalizações e das balas de borracha, surge José Frias, um catalão reformado de 72 anos que colocou-se do lado dos polícias e surge de bastão ao alto para mostrar aos jovens, que o apelidam de "Franco ressuscitado".

"Só desejo que outra era volte, como em 1711, quando Felipe IV acabou por derrubar a independência da Catalunha", diz José ao El Mundo. Filho de um ex-combatente republicano que lutou contra Franco na segunda metade dos anos 30 e eleitor assumido do PSOE de Pedro Sánchez, assegura que não tem medo e todos os dias sai à rua para tentar impedir a destruição das ruas no centro de Barcelona.

Diz ao El Espanol que a única solução para acalmar o conflito entre catalães e autoridades é "mobilizar o exército" e que os independentistas que protestam na rua estão a "danificar Barcelona, Catalunha e Espanha" em vez de "apreciarem a juventude".

Trabalhador em empresas de têxteis e material elétrico, conta ao jornal que não tem filhos e que chegou a casar-se mas a mulher "desapareceu uma noite e nunca mais soube dela".

Na noite de sexta-feira, tornou-se uma figura dos protestos na Catalunha ao lutar ao lado das autoridades, retirando "com as suas próprias mãos sinais de trânsito" que manifestantes usavam como armas de arremesso e dando sermões aos jovens. Conta que só chegou a casa por volta das 4h da madrugada de sábado.

"Não tenho medo. Se tivesse medo não saía de casa. Ponho-me à frente deles para que recuem e não cheguem aos polícias. A maioria respeita-me e diz-me que me afaste. Outros chateiam-se e gritam comigo."

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