Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
4

Jovem com “arranhão que não passava” descobre que afinal tinha cancro

Mulher ignorou alguns sintomas e o diagnóstico acabou por confirmar a doença grave.
Correio da Manhã 1 de Março de 2021 às 18:30
Mulher com cancro
Mulher com cancro FOTO: Getty Images

Evie Daniels tinha apenas 24 anos quando ganhou no ombro "um arranhão que não passava" e que a fazia coçar persistentemente, chegando até a sangrar. Algum tempo depois, a jovem sentiu um caroço no mesmo sítio, que acabou por ignorar, até que, no ano passado, lhe foi diagnosticado um Linfoma de Hodgkins, um tipo de cancro hematológico. A jovem do Reino Unido descobriu que tinha cancro dias antes do Reino Unido ter iniciado o confinamento pela primeira vez devido à pandemia de Covid-19 e, atualmente, com 26 anos e após um ano de quimioterapia, Evie quer ajudar outras pessoas a detetar os sinais do cancro a tempo.

"A perspetiva de enfrentar a própria morte aos vinte anos não é algo que alguém espera que aconteça", disse Evie Daniels, ao Hull Live, citada pelo jornal britânico The Daily Mirror. Evie Daniels ingorou alguns dos sintomas que ia tendo, devido à sua agenda cheia, mas algum tempo depois decidiu marcar uma consulta com o seu médico. "Comecei a apresentar sintomas de coceira insuportável, cansaço e suor noturno estranho, mas sendo verão, era impossível não culpar o clima por todos os meus sintomas", afirmou Evie.

Com o tratamento, havia a hipótese de Evie ficar infértil e, devido ao novo coronavírus, a recuperação desse mesmo problema ficou adiada, devido ao encerramento dessas unidades de saúde. A notícia foi como um golpe devastador para ela e para o seu namorado Tom, mas Evie decidiu não baixar a cabeça e passou a receber quimioterapia todas as segundas-feiras a partir de então e durante seis meses. "Foi nessa época que o meu cabelo começou a cair, uma perda para qual eu não me tinha preparado", confessou Evie, citada pelo The Daily Mirror.

A jovem ganhou coragem e, em videochamada com alguns familiares, decidiu então rapar o cabelo todo. Evie confessou que a quimioterapia teve um efeito horrível, não apenas fisicamente, mas também na sua saúde mental. "O tratamento deixa-me muito esquecida e incapaz de me concentrar em qualquer coisa por um longo período de tempo. Acho que os efeitos mentais e as tensões físicas ainda têm um grande efeito em mim agora", disse.

A jovem está há seis meses livre do tratamento e está confiante que o resultado do próximo exame seja positivo, avança o The Daily Mirror. Por indicações do seu oncologista, a jovem vai repetir, este mês, uma tomografia para perceber qual é o seu estado atual e se precisa de mais tratamentos, revelou Evie.

Através da sua própria experiência, Evie uniu forças com a amiga e colega sobrevivente da mesma doença, Charlotte Cox, e criou a instituição de caridade ‘Lymphoma Out Loud’, com o objetivo de espalhar consciência sobre o cancro.

Evie Daniels Linfoma de Hodgkins Mirror saúde doenças cancro
Ver comentários