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Correio da Manhã

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Jovem saudita que fugiu da família já esta no Canadá

Rahaf Mohammed al-Qunun escapou por temer pela sua vida e foi-lhe dado asilo político.
12 de Janeiro de 2019 às 19:37
Jovem saudita Rahaf Mohammed al-Qunun foi recebdia no Canadá, que lhe deu asilo
Jovem saudita Rahaf Mohammed al-Qunun foi recebdia no Canadá, que lhe deu asilo
Jovem saudita Rahaf Mohammed al-Qunun foi recebdia no Canadá, que lhe deu asilo
Jovem saudita Rahaf Mohammed al-Qunun foi recebdia no Canadá, que lhe deu asilo
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Jovem saudita Rahaf Mohammed al-Qunun foi recebdia no Canadá, que lhe deu asilo
Jovem saudita Rahaf Mohammed al-Qunun foi recebdia no Canadá, que lhe deu asilo

Rahaf Mohammed al-Qunun, a jovem de 18 anos que fugiu da Arábia Saudita ao senti-se ameaçada de morte por ter renunciado ao Islão, chegou este sábado ao Canadá, país ao qual pediu asilo político.

A jovem tinha ficado retida em Banguecoque, na Tailândia, depois de ter escapado aos seus familiares durante uma viagem ao Kuweit. Perante a ameaça de ser enviada de volta para o Kuweit, onde a família a esperavam Rahaf barricou-se num quarto de hotel e tornou-se notícia em todo o mundo.

A adolescente foi recebida no aeroporto de Pearson, em Toronto, onde chegou num voo proveniente de Seul, na Coreia do Sul. Esperava-a a ministra dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Chrystia Freeland, que qualificou Rahaf como "uma muito corajosa nova canadiana".



Antes desta viagem, Qunum explicou à BBC as razões pelas quais queria sair da Arábia Saudita: "Não consigo estudar nem trabalhar no meu país, por isso quero ser livre e estudar e trabalhar naquilo que quiser". Queixa-se de ter sido alvo de abusos físicos e psicológicos da sua própria família, denunciando que chegou a estar trancada no quarto durante seis meses e que lhe cortaram o cabelo à força.

À chegada ao Canadá, festejou com uma publicação no Twitter que mostra o avião a aterrar em Toronto. 





A saudita escapou-se durante uma viagem com os seus parente ao Kuwait. No aeroporto, apanhou um voo para a Tailândia, com o objetivo de chegar à Austrália e pedir asilo. Mas conta que o seu passaporte foi-lhe retirado em Banguecoque por um diplomata saudita com quem se cruzou. Quando o caso ganhou dimensão internacional, o passaporte acabou por lhe ser devolvido.

O caso chamou a atenção da organização Human Rights Watch e chegou até à agência de refugiados das Nações Unidas. O Canadá concedeu-lhe asilo e a Tailândia permitiu que viajasse para Seul, de onde apanhou o voo para o país da América do Norte.

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