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Juiz suspende proibição de uso da aplicação WeChat nos EUA

Proibição, determinada pelos Estados Unidos em nome da segurança social, entrava em vigor este domingo.
Lusa 20 de Setembro de 2020 às 15:59
WeChat
WeChat FOTO: Getty Images
Um juiz da Califórnia suspendeu, esta madrugada, a proibição imposta pelo Departamento de Comércio de fazer 'download' nos Estados Unidos da aplicação WeChat, detida pela empresa chinesa Tencent, que deveria entrar em vigor este domingo.

A proibição determinada pelos Estados Unidos, em nome da segurança social, visava objetivamente desativar as funções da aplicação (app) utilizada por cerca de 19 milhões de pessoas em solo norte-americano para trocar mensagens, fazer compras e pagamentos e outros serviços.

A imposição foi, no entanto, contestada em tribunal por um grupo de utilizadores da app que alegaram que a decisão restringia a liberdade de expressão.

Na sexta-feira passada, o Departamento de Comércio dos EUA anunciou que ia passar a bloquear os 'downloads' das apps WeChat (o WhatsApp chinês) e TikTok (para partilha de vídeos) em sites de compra de aplicações dos EUA e que as autoridades do país vetariam o seu uso integral nos Estados Unidos a 12 de novembro, citando preocupações com a segurança nacional.

No caso do WeChat, também proibiu a possibilidade de, a partir de domingo, ser possível fazer qualquer transferência de fundos ou pagamentos nos EUA por meio desta app.

A China disse no sábado que agiria contra empresas e indivíduos estrangeiros que "pusessem em risco" a sua soberania e segurança, e emitiu novas regras relativas a uma lista de "entidades não confiáveis", anunciada há mais de 15 meses e ainda por publicar.

Entretanto, no sábado, o Governo dos Estados Unidos anunciou que iria adiar, por uma semana, a aplicação das medidas contra a TikTok, depois de Trump ter dado o seu aval a um acordo preliminar para que pudesse continuar a operar no país.

As táticas agressivas da administração Trump fazem parte da sua última tentativa de conter a influência da China, uma superpotência económica em ascensão.

Desde que assumiu o cargo, em 2017, Trump tem travado uma guerra comercial com a China, bloqueando fusões que envolvam empresas chinesas e sufocando os negócios de empresas chinesas como a fabricante de telemóveis e equipamentos de telecomunicações Huawei.

O Ministério do Comércio da China condenou as medidas dos Estados Unidos e instou o país a parar aquilo que chamou de "comportamento de intimidação".

O ministério garantiu ainda que a China tomará as "medidas necessárias" para proteger as suas empresas chinesas.

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