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Juíza autoriza Lula da Silva a receber dois amigos por semana na prisão

Caroline Moura Lebbos decidiu flexibilizar as regras para as visitas.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 5 de Maio de 2018 às 17:15
Juíza autoriza Lula da Silva a receber dois amigos por semana na prisão
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Juíza autoriza Lula da Silva a receber dois amigos por semana na prisão
Juíza autoriza Lula da Silva a receber dois amigos por semana na prisão

Depois de ter negado dezenas de pedidos de políticos brasileiros e de personalidades internacionais para visitarem Lula da Silva na prisão de Curitiba, onde está preso desde 7 de abril, a juíza responsável pela fiscalização do cumprimento da pena decidiu flexibilizar as regras para as visitas ao antigo presidente do Brasil. Caroline Moura Lebbos decidiu permitir que Lula receba, além da família que já estava autorizada, a visita de dois não familiares a cada semana. 

Pela decisão da magistrada, essas duas visitas terão, ao todo, uma hora para estarem com o ex-presidente na cela de 15 m2 que Lula ocupa na sede da Polícia Federal em Curitiba. Esses 60 minutos terão de ser divididos entre os dois visitantes, que não poderão estar com Lula ao mesmo tempo.

Desde que o antigo governante foi preso para começar a cumprir a pena de 12 anos e um mês a que foi condenado por corrupção, o edifício da Polícia Federal tornou-se um verdadeiro ponto de peregrinação de políticos do partido de Lula e de partidos aliados, todos impedidos de o visitar por decisão inicial do juiz Sérgio Moro, que condenou Lula em primeira instância, orientação seguida inicialmente por Caroline. Mas a magistrada cedeu agora às fortes e insistentes pressões e, sem aceitar transformar a cela de Lula num comité político, como ele e o Partido dos Trabalhadores pareciam querer, acabou no entanto com o isolamento a que ele estava sujeito e que era criticado também por juristas.

As duas visitas semanais de pessoas não ligadas à família serão escolhidas por Lula entre a legião dos que o querem ver, ou por amizade ou por conveniência política num ano eleitoral em que a suposta proximidade com o ex-presidente, ainda extremamente popular apesar da condenação, pode render votos. Além desses políticos, várias celebridades internacionais dos mais variados quadrantes já manifestaram interesse em visitar Lula e algumas chegaram a ir a Curitiba mas tiveram a entrada na prisão negada, como o Prémio Nobel colombiano Perezz Esqível e o ex-presidente do Uruguai José Pepe Mujica.

Ainda de acordo com o despacho da juíza Caroline Moura Lebbos, os novos pedidos para visitas a Lula devem ser feitos a partir de agora diretamente à direção da Polícia Federal em Curitiba, responsável pela custódia do ilustre preso. A PF queixava-se do elevado número de políticos que diariamente chegavam à sua sede, insistiam para ver Lula e, ao ser-lhes negado o acesso, pediam para falar com diretores da corporação, fazendo-os perder horas em intermináveis reuniões enquanto insistiam no pedido à magistrada e esperavam a resposta dela.
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