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Correio da Manhã

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Juíza trava transferência de preso

Uma juíza federal norte-americana impediu a transferência de um detido de Guantanamo para a Tunísia pela possibilidade de ele vir a ser torturado naquele país.
11 de Outubro de 2007 às 00:00
 Um recluso em Guantanamo
Um recluso em Guantanamo FOTO: Shawn Thew / Epa
Esta decisão a favor do preso Mohammed Abdul Rahman é a primeira em que um juiz federal norte-americano intervém directamente no caso de um prisioneiro de Guantanamo ao conceder-lhe um direito básico. A juíza Gladys Kessler justificou a sua decisão com a possibilidade de Rahman vir a sofrer torturas no seu país, o que poderia causar-lhe – afirma – “danos irreparáveis”. Note-se que Mohammed Abdul Rahman, detido no Paquistão, foi condenado ‘in absentia’ em Tunes a 20 anos de prisão.
Esta decisão – tomada pela juíza Kessler no passado dia 2 de Outubro, mas só ontem divulgada – foi louvada pela organização dos Direitos Humanos Human Rights Watch, que considera que esta é uma clara mensagem à administração de que não pode fazer tudo o que quer.
Recorde-se que os Estados Unidos mantêm detidos na contestada base militar de Guantanamo cerca de 330 homens por suposta ligações com à rede terrorista de al-Qaeda ou aos taliban.
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