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Correio da Manhã

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Juízes condenaram jovens por dinheiro

Na semana passada, quando dois juízes do estado norte--americano da Pensilvânia admitiram ter recebido mais de 2,6 milhões de dólares de ‘luvas’ pagas por empresas que exploram prisões privadas para condenarem injustamente à prisão centenas de jovens, familiares de muitas das vítimas ficaram em choque. Agora, mais refeitos, muitos deles estão a apresentar queixas contra os magistrados.
18 de Fevereiro de 2009 às 00:30
Um juiz nomeado pelo Supremo Tribunal da Pensilvânia vai rever os casos dos magistrados corruptos
Um juiz nomeado pelo Supremo Tribunal da Pensilvânia vai rever os casos dos magistrados corruptos FOTO: Paul A. Newman / Epa

No centro deste escândalo – que põe em causa o sistema de Justiça norte-americano – estão os juízes Mark Ciavarella e Michael Conahan, que reconheceram perante o tribunal ter abusado da sua posição ao ter recebido dinheiro para mandar jovens delinquentes para prisões geridas pela PA Child Care, pela Pennsylvania Child Care e Western Pennsylvania Child Care.

Entre 2002 e 2007, mais de 5000 adolescentes, com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos, foram considerados culpados de delitos pelos dois juízes em Luzerne, uma antiga região mineira de maioria branca. Destes, mais de 2000 – muitos pertencentes a famílias pobres – foram condenados à prisão por delitos menores, como um jovem que teve de cumprir nove meses de cadeia por ter roubado um frasco de noz moscada, de quatro dólares.

Várias famílias recorreram a uma organização de defesa de jovens para processar os juízes. Outras apresentaram queixas separadamente.

GREVE HISTÓRICA EM ESPANHA

A greve que juízes cumprem hoje é a primeira da História de Espanha. Convocada no passado 21 de Janeiro por 31 organizações judiciais, incluindo das grandes capitais, a paralisação contou com a adesão posterior das associações Francisco de Vitoria (segunda em número de afiliados – 570) e Foro Judicial Independente (quarta em número de afiliados – 260).

Com a greve, os juízes pretendem pressionar o Ministério da Justiça e o Conselho Geral do Poder Judicial para que aceitem as suas reivindicações, que passam por um aumento salarial e adequação do ratio de juízes à média europeia.

O ministro da Justiça espanhol, Mariano Fernández Bermejo, afirmou numa entrevista à ‘Cadena Ser’ estar convencido de que apenas uma minoria de juízes aderirá à paralisação.

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