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Correio da Manhã

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Juncker admite que inação contra mentiras do Brexit “foi um erro”

Presidente da Comissão Europeia arrependido de não ter intervindo na campanha do referendo britânico.
Ricardo Ramos 8 de Maio de 2019 às 01:30
Jean-Claude Juncker diz  que “deixou de tentar entender os  britânicos”
Juncker afirma que acordo do Brexit é o 'melhor possível' numa situção de triste e trágica
Comissão Europeia
May cumprimenta Jean-Claude Juncker, em Bruxelas, antes de uma reunião de hora e meia que terminou sem acordo
Jean-Claude Juncker diz  que “deixou de tentar entender os  britânicos”
Juncker afirma que acordo do Brexit é o 'melhor possível' numa situção de triste e trágica
Comissão Europeia
May cumprimenta Jean-Claude Juncker, em Bruxelas, antes de uma reunião de hora e meia que terminou sem acordo
Jean-Claude Juncker diz  que “deixou de tentar entender os  britânicos”
Juncker afirma que acordo do Brexit é o 'melhor possível' numa situção de triste e trágica
Comissão Europeia
May cumprimenta Jean-Claude Juncker, em Bruxelas, antes de uma reunião de hora e meia que terminou sem acordo
Jean-Claude Juncker admitiu esta terça-feira que um dos maiores erros do seu mandato à frente da Comissão Europeia foi não ter intervindo na campanha do referendo britânico para responder às "mentiras" dos defensores do Brexit.

"Foi um erro ter dado ouvidos ao então primeiro-ministro David Cameron, que me pediu para não intervir, para não interferir na campanha do referendo", revelou Juncker quando questionado numa conferência de imprensa, em Bruxelas, sobre quais os maiores erros que cometeu nos cinco anos que liderou a Comissão Europeia.

"Foi um erro não intervir, não interferir, porque poderíamos ter destruído as mentiras que foram postas a circular. Errei ao permanecer em silêncio num momento tão importante", admitiu o presidente da Comissão.

Questionado se ainda acreditava que o Reino Unido poderá ficar na UE, Juncker gracejou e disse que já deixou de "tentar adivinhar as intenções dos britânicos".

"Costumo dizer que todos compreendemos inglês mas ninguém compreende os ingleses. No outro dia disse que, comparando com o Parlamento britânico, as esfinges egípcias são livros abertos. [os britânicos] Ou saem ou ficam. Se saírem, saíram. Se ficarem, ficaram", rematou.

PORMENORES 
Eleições europeias
O governo britânico anunciou ontem que o Reino Unido vai ter mesmo de participar nas eleições europeias do final do mês, uma vez que já não há tempo para aprovar um eventual acordo do Brexit no Parlamento antes disso.

Farage quer negociar
O líder do novo Partido do Brexit, Nigel Farage, antigo líder do UKIP e principal defensor da saída do Reino Unido da UE no referendo de 2016, exigiu participar nas negociações com Bruxelas se o seu partido vencer as eleições europeias, como indicam as sondagens.
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