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Correio da Manhã

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Justiça recusa devolver milhões confiscados a Lula da Silva

Arrestos ao ex-presidente do Brasil foram ordenados pelo juiz Sérgio Moro.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 28 de Novembro de 2017 às 20:12
Lula da Silva
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O Tribunal Regional Federal da quarta região, TRF-4, em Porto Alegre, negou esta terça-feira o pedido de Lula da Silva para que lhe sejam devolvidos bens e dinheiro arrestados há meses pelo juiz Sérgio Moro, de Curitiba. Na altura, Moro, que comanda os processos da operação anti-corrupção Lava Jato na primeira instância da justiça, além de mandar confiscar bens condenou o ex-presidente a nove anos e meio de prisão, mas permitiu que Lula recorra da sentença em liberdade.

Na ação rejeitada esta terça-feira por unanimidade pelos desembargadores do TRF-4, que, entre outros, analisam os recursos dos advogados a sentenças e outras decisões de Moro, pediam o desbloqueio das contas bancárias e de planos de reforma privada que o antigo presidente tem em bancos. Entre os bens arrestados por Sérgio Moro estão 158 mil euros depositados em contas pessoais de Lula, e 2,36 milhões de euros em planos de poupança de segurança social complementar.

Os arrestos foram feitos pelo magistrado em decorrência da condenação de Lula no processo que envolve um apartamento triplex na Praia da Enseada, em Guarujá, litoral de São Paulo. Segundo o que Moro deu como provado, o apartamento foi dado a Lula da Silva como parte de "luvas" pagas ao ex-governante pela construtora OAS.

Na sentença desta terça-feira, os juízes do TRF-4 consideraram que o pedido para desbloqueio dos bens de Lula deve ser feito não àquele tribunal de instância superior mas sim ao próprio Sérgio Moro, que conduz o processo. É exatamente o que Lula não queria fazer, pois pondera que Moro é seu inimigo pessoal e que vai fazer de tudo para o prejudicar.

Além deste processo em que já foi condenado, Lula da Silva enfrenta ainda vários outros, uns nas mãos de Moro e outros de juízes de Brasília, por corrupção, tráfico de influência e obstrução de justiça.

O antigo presidente, que, apesar de todas as acusações, continua a liderar as sondagens para a corrida presidencial de 2018, está a comandar uma grande ofensiva jurídica, com recursos sucessivos e repetidos, para tentar não ser impedido de disputar a eleição, por acreditar que pode ser realmente eleito e ganhar imunidade.

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