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Kadhafi ameaça ajudar al-Qaeda

Um dia depois de a União Europeia (UE) endurecer as sanções à Líbia, o líder do país, Muammar Kadhafi, ameaçou ontem deixar de apoiar o combate ao terrorismo e à imigração clandestina, "para que milhões de negros invadam a Europa". Perante o desafio, os EUA anunciaram o envio de "equipas de assistência humanitária" para as zonas controladas pelos rebeldes.
12 de Março de 2011 às 00:30
A repressão e a guerra não impediram milhares de pessoas de saírem à rua contra Kadhafi, em Benghazi
A repressão e a guerra não impediram milhares de pessoas de saírem à rua contra Kadhafi, em Benghazi FOTO: Suhaib Salem/Reuters

"Se a Europa ignora o papel activo da Líbia no combate à imigração clandestina, seremos obrigados a mudar a nossa política em relação à al-Qaeda", alertou Kadhafi.

Na mesma altura, em Bruxelas, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, apoiado pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, levou o Conselho da Europa a reconhecer os rebeldes anti-Kadhafi como "interlocutores válidos". A UE aprovou ainda a criação de zonas de ajuda humanitária.

Os EUA, por seu lado, asseguram que as suas equipas humanitárias "não levarão protecção militar ou pessoal de segurança, pois vão trabalhar em cooperação com as entidades locais que controlam ‘de facto’ áreas do leste da Líbia", afirmou o responsável da Segurança Nacional dos EUA, Tom Donilon. Este controlo é, no entanto, cada vez menos seguro. Na cidade petrolífera de Ras Lanuf, por exemplo, bastião rebelde no Leste, a ofensiva do regime consolidou a expulsão da oposição.

Entretanto, na Arábia Saudita, forças de segurança dispararam sobre manifestantes xiitas que pediam a libertação de presos em Qatif, cidade no Golfo Pérsico dominada pelos portugueses no século XVI. Pelo menos três pessoas foram hospitalizadas.

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