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Correio da Manhã

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Kilimanjaro já não tem neve eterna

O monte Kilimanjaro, o local mais alto de África, está sem neve e sem gelo. Pela primeira vez em 11 mil anos, o pico situado entre o Quénia e a Tanzânia – e que atinge os 5892 metros de altitude – foi fotografado sem neve.
16 de Março de 2005 às 00:00
A imagem, distribuída pela organização Climate Change aos ministros da Energia e do Ambiente de 20 países, reunidos em Londres, confirma a rápida mudança em curso no maciço vulcânico.
“É preocupante, um sintoma das alterações climáticas, resultado do aquecimento global”, considera o dirigente ambientalista Francisco Ferreira, da Quercus. Nos últimos 100 anos, a superfície de gelo do Kilimanjaro diminuiu em 80 por cento e poderá desaparecer totalmente até 2020. “Há um período de seca e calor na região mas não se pode fechar os olhos e dizer que é normal o que está a acontecer”, frisa Francisco Ferreira. Os ecossistemas são os primeiros a sofrer. “Vinte e cinco por cento das espécies que habitam a região do Kilimanjaro poderão ficar em risco nos próximos 100 anos.”
O Inverno frio e seco registado em Portugal ou o recuo dos glaciares no Nepal são outros dois sintomas das alterações do clima. Na Gronelândia, o calor – 15º – obrigou ao adiamento do Festival de Neve de Nuuk, um dos maiores acontecimentos do ano.
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