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Correio da Manhã

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Lenhador descobre mulher selvagem

É a concretização do mito de um ser humano vivendo em estado selvagem. Rochom P’ngieng tinha oito anos quando se perdeu na selva do Nordeste do Camboja, em Oyadao. Por lá ficou, lutando pela sobrevivência durante 19 anos. Esta semana foi encontrada nua, mal nutrida, balbuciando palavras desconhecidas e caminhando “como um macaco”.
20 de Janeiro de 2007 às 00:00
Quando foi encontrada, a mulher estava mal nutrida
Quando foi encontrada, a mulher estava mal nutrida FOTO: D.R.
Rochom foi reconhecida pelo pai, Sal Lou, um polícia de 45 anos, devido a uma cicatriz no braço direito. A mulher foi encontrada quando um lenhador local deu pela falta do arroz que deixara numa lancheira, perto da sua quinta. Actualmente com 27 anos, Rochom “não fala nenhuma língua compreensível”, de acordo com Lou, estava nua e mal nutrida, tendo o corpo de uma criança.
Tudo começou em 1988, quando Rochom, então com oito anos, desapareceu durante a passagem de uma manada de búfalos.
A comunicação com os pais é difícil: quando Rochom tem fome, “dá uma pancadinha no estômago como sinal”, afirmou o homem que se apresentou como pai de Rochom, que caminha como um macaco. A mulher, refira-se, acredita que foi libertada da selva por espíritos.
Mas o caso de Rochom está longe de ser o único. Há registo de pelo menos uma centena de casos referentes a crianças selvagens. O primeiro conhecido remonta ao século XIV, mas o mais famoso é o de Victor de Aveyron (1797), retratado no filme ‘O Menino Selvagem’, realizado em 1969 por François Truffaut. O caso mais recente era o de Sujit Kumar, descoberto em 2005 nas Ilhas Fiji, depois de ter sido criado numa capoeira.
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