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Correio da Manhã

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Liberdade para mãe que se atirou ao rio

Num momento de profundo desespero, a britânica Angela Schumann, de Leeds, atirou-se da ponte Humber levando nos braços a filha, que ainda nem tinha dois anos. Miraculosamente, ambas sobreviveram ao salto de trinta metros para o rio, em Junho de 2005, e foram resgatadas.
15 de Fevereiro de 2007 às 00:00
Angela seria posteriormente condenada a 18 meses de prisão, mas ontem viu a sua sentença comutada por trabalho comunitário, que cumprirá em liberdade vigiada.
O juiz Lorde Philips considerou que não se deveria manter presa uma mulher por uma “aberração momentânea”. “Foi momentânea porque quando ela caiu na água deu-se conta do que fez e pediu ajuda. Tentou flutuar com a menina durante 45 minutos”, justificou, substituindo a pena de prisão por trabalho comunitário porque Angela não constitui um perigo para a sociedade.
Durante o julgamento em Novembro – em que foi condenada a 18 meses de prisão – foi revelado que o desespero momentâneo de Angela se deveu à sua separação. Após ter rompido com o marido, Julio Tumalan Nava, no Verão de 2004, Angela disputou com ele a custódia da filha. O tribunal acabou por entregar a menina aos cuidados do pai.
Angela ficou muito deprimida com a decisão judicial e, antes de se atirar com a filha para o rio, escreveu na sua barriga: “Causa da morte: Julio.” Este facto jogou contra si no julgamento com a acusação a afirmar que foi um crime premeditado.
Quando proferiu a sentença, o juiz que a condenou confessou que tinha sido um dos casos mais difíceis que julgara. “É difícil porque, por um lado a senhora é inteligente, não tem cadastro e admitiu a sua culpa desde o princípio. Mas por outro lado, a sua conduta poderia ter causado a morte à sua filha. Só por milagre escaparam.”
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