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Libertado jornalista detido por entrevistar vítima de violação

O supremo tribunal da Somália libertou hoje um jornalista detido desde janeiro por entrevistar uma mulher que acusara soldados de violação, num caso que provocou a condenação da comunidade internacional.
17 de Março de 2013 às 13:07

O juiz Aidid Abdulahi Ilkahanaf, do Supremo Tribunal, disse que as acusações foram retiradas e o tribunal "restituiu a Abdiaziz Abdinuur a sua liberdade".

O jornalista e a mulher entrevistada, ambos detidos desde janeiro, foram condenados no início de fevereiro a um ano de prisão por "insulto às instituições".

O jornalista, Abdiaziz Abdinuur, foi considerado culpado de "insultar as instituições do Estado ao fazer uma entrevista falsa e entrar na casa de uma mulher na ausência do marido", segundo o juiz.

Abdinnur, um jornalista independente que trabalha para vários rádios somalis e alguns 'media' internacionais, nunca divulgou a entrevista.

Três outros acusados foram absolvidos, incluindo o marido, acusado de ter posto a mulher em contacto com o jornalista.

No início de março, a mulher acabou por ser libertada e a pena do jornalista foi reduzida para metade.

O caso mereceu a condenação da ONU e de organizações não governamentais como a Human Rights Watch, a Amnistia Internacional e o Comité para a Proteção dos Jornalistas, que o encaram como uma tentativa de esconder os testemunhos das vítimas de violação e desencorajar os jornalistas de escreverem sobre o assunto.

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