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Correio da Manhã

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Líbia: EUA e França iniciam bombardeamentos

Os EUA e a França fizeram este sábado ataques contra a Líbia, atingindo sobretudo as instalações anti-aéreas do regime de Muammar Kadhafi. Cerca de 100 mísseis de cruzeiro foram lançados de navios norte-americanos estacionados no Mediterrâneo e bombardeiros franceses atacaram alvos militares para prevenir ataques às zonas que estão nas mãos dos rebeldes.
19 de Março de 2011 às 22:15
Mísseis foram lançados pelas forças norte-americanas
Mísseis foram lançados pelas forças norte-americanas FOTO: Reuters

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que os ataques não foram tomados de ânimo leve. "Não podemos ficar parados enquanto um tirano diz à população do seu país que não terá misericórdia", afirmou no Brasil, onde se encontra numa visita oficial.

Nos ataques lançados pela aviação francesa foram destruídos pelo menos quatro tanques das forças fiéis a Kadhafi.

O primeiro disparo da operação 'Odisseia ao Amanhecer' teve lugar à tarde, horas depois de os aliados, reunidos em Paris, aprovarem a intervenção.

Ainda as notícias do ataque não tinham surgido nas agências e já o presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmava: "Os nossos aviões já estão a travar a loucura assassina de Kadhafi."

A operação está a ser realizada por uma coligação que inclui EUA, França, Reino Unido, Canadá e Itália, apoiados por aliados como a Espanha, que disponibilizou navios e aviões.

Os 22 membros da Liga Árabe, também presentes em Paris, manifestaram menor entusiasmo que Sarkozy. Amr Moussa, secretário-geral da organização, frisou: "O objectivo da intervenção é proteger civis e não invadir o país. Não deve haver execessos".

Neste aspecto, a posição da Liga Árabe é partilhada pelos rebeldes anti-Kadhafi, que frisaram: nenhum soldado ocidental deve pisar solo líbio.

O regime líbio classificou a intervenção como "uma barbaridade injustificável", alegando que os bombardeamentos causaram vítimas entre a população civil. 

KADHAFI AMEAÇA FORÇAS ALIADAS

O líder líbio, Muammar Kadhafi, ameaçou hoje as forças aliadas com uma resposta militar e assegurou que o Mediterrâneo e o Norte de África converteram-se numa "zona de guerra", numa mensagem áudio difundida na televisão estatal do país.

Kadhafi descreveu a operação lançada hoje, no âmbito de uma resolução das Nações Unidas, como umaá"agressão injustificada".

"Os arsenais estão abertos para defender a Líbia", acrescentou o líder.

ALIADOS ATACAM CIDADE NATAL DE LÍDER LÍBIO

Sirte, a terra natal do líder líbio, Muammar Kadhafi, está a ser atacada por mísseis e raids aéreos da coligação internacional, relata a agência oficial do país Jana.

"Bombardeamentos aéreos e com mísseis prosseguem esta noite em numerosos objetivos civis em Zouara (oeste), Tripoli, Sirte et Benghazi (leste)", segundo a agência, citando um porta-voz das forças armadas líbias.

A televisão líbia já adiantou que Kadhafi vai discursar esta noite para se manifestar acerca da "agressão dos Cruzaders (mísseis)".

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