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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Líder da oposição na Alemanha promete "voz forte" na Europa

Eleições vão decorrer no domingo.

22 de fevereiro de 2025 às 20:20

O líder da oposição conservadora alemã e favorito nas eleições gerais de domingo, Friedrich Merz, prometeu este sábado que o país vai regressar à linha da frente da cena europeia se ganhar o sufrágio, com uma "voz forte".

"Enquanto chanceler alemão, voltarei a desempenhar um papel ativo na definição da política europeia e, comigo, a Alemanha voltará a ter uma voz forte no seio da União Europeia", disse o candidato durante a última ação de campanha, em Munique, na véspera das eleições de domingo.

O chanceler social-democrata cessante, Olaf Scholz, foi regularmente criticado pela falta de ambição e discrição neste domínio e a sua relação com o Presidente francês, Emmanuel Macron, nomeadamente em matéria de reformas europeias, nunca foi sólida, escreve a agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP).

"A Europa não deve contentar-se em pedir para se sentar, se possível, num lugar secundário" nas negociações entre as grandes potências mundiais, acrescentou Merz, presidente do partido democrata-cristão CDU da ex-chanceler Angela Merkel, numa aparente referência à reunião entre os Estados Unidos e a Rússia sobre a guerra na Ucrânia, na qual a eventual presença da Europa nas negociações não estava assegurada.

"Não, temos de nos sentar à mesa principal e defender os nossos interesses face à Rússia e à China, incluindo, se necessário, opondo-nos aos Estados Unidos", defendeu, acrescentando que "quem se apresentar como um anão será tratado como um anão".

Friedrich Merz, atlantista e defensor da manutenção do apoio militar e económico à Ucrânia, pretende apoiar-se, em matéria de política externa europeia, tanto na França como na Polónia, convencido de que o centro de gravidade do continente se deslocou para leste.

As últimas sondagens colocam os conservadores com 30% das intenções de voto, bem à frente da extrema-direita (AfD), com cerca de 20%, enquanto o Partido Social-Democrata só tem 15% dos votos.

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