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Correio da Manhã

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Líder do Batasuna avisa Zapatero

Ontem, dia em que se cumpriram dois anos desde o último atentado mortal da ETA, o líder do banido Batasuna, Arnaldo Otegi, deu uma conferência de Imprensa em San Sebastián, no País Basco, na qual deixou alguns recados ao governo de José Luís Zapatero, afirmando que “não se pode promover o diálogo e ao mesmo tempo uma política de endurecimento para satisfazer os fascistas espanhóis”.
31 de Maio de 2005 às 00:00
Arnaldo Otegi
Arnaldo Otegi FOTO: Pablo Sanchez/Reuters
Acompanhado da sua advogada, Oetgi, que pagou uma caução de 400.000 euros para sair em liberdade, considerou que a sua prisão talvez seja um sinal de que o governo espanhol ainda não está pronto para “um processo deste tipo”, mas apressou-se a salientar que esta sua conclusão “não é definitiva”.
“O PSOE deve romper as amarras com a estratégia que tinha aprovada com o Partido Popular”, declarou o líder do Batasuna, acusando o governo de Zapatero de pretender ‘derramar sangue’ com a Izquierda Abertzale para o oferecer na arena pública e, ao mesmo tempo, falar de dálogo.
Otegi, que foi preso pela sua alegada integração na ETA, ressaltou que a aposta da Izquierda Abertzale pela paz não se vai alterar.
As declarações de Otegi coincidiram com o segundo aniversário do último atentado mortal da ETA. Foi em 30 de Maio de 2003 que uma bomba matou os polícias Julián Embid e Bonifacio Martínna na localidade navarra de Sanguesa. Desde então, a ETA colocou mais 65 engenhos explosivos, o último dos quais na passada quarta-feira.
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