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Correio da Manhã

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Líder do PCC acusa Polícia

O banho de sangue que aterrorizou a cidade de S. Paulo em Maio passado foi provocado por uma manobra eleitoralista, durante a qual foram transferidos sem motivo mais de 750 presos, que ficaram privados dos seus direitos, originando a revolta.
11 de Julho de 2006 às 00:00
A acusação foi feita por Marcola, líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que depôs perante uma comissão de deputados.
De acordo com Marcola, a transferência dos presos foi uma “prova de força” do governo de S. Paulo para “fingir para a sociedade uma força que não tem” e assim promover a candidatura de Geraldo Alckmin, candidato da oposição à presidência.
Ainda segundo o criminoso, após os primeiros ataques foi feito um acordo com a Polícia, que não cumpriu o prometido, o que gerou a revolta, em que morreram mais de duas centenas de pessoas. Marcola garante que sempre teve uma “boa relação” com o governo de S. Paulo, com quem negociou muitas vezes.
Marcola irritou-se quando um deputado o acusou de comandar um bando de assassinos e respondeu: “Nenhum deputado tem moral para me acusar porque ninguém rouba mais do que vocês...”
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