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Correio da Manhã

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Líder independentista admite desobediência à ordem da Junta Eleitoral Central

Quim Torra garante em tribunal que não podia cumprir “ordem ilegal” para retirar símbolos independentistas.
Ricardo Ramos 19 de Novembro de 2019 às 09:53
Quim Torra recusou ordens da Junta Eleitoral para retirar laços independentistas e cartazes da fachada da Generalitat
Quim Torra recusou ordens da Junta Eleitoral para retirar laços independentistas e cartazes da fachada da Generalitat FOTO: Reuters
O presidente do governo autonómico da Catalunha, Quim Torra, admitiu esta segunda-feira em tribunal que desobedeceu à ordem da Junta Eleitoral Central para retirar os símbolos independentistas da sede do governo antes das eleições europeias e autonómicas de abril, mas alegou que a mesma era "ilegal".

"Sim, desobedeci. Mas era impossível cumprir uma ordem ilegal", justificou Torra, que se sentou pela primeira vez no banco dos réus do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha acusado de desobediência. Em causa está a recusa do governo catalão em mandar retirar os laços amarelos independentistas e os cartazes a exigir a libertação dos "presos políticos" da fachada do Palau da Generalitat, a sede do governo catalão, antes das eleições, apesar das sucessivas advertências da Junta Eleitoral Central.

Torra, que recusou responder às perguntas do Ministério Público e do partido Vox, que se constitui como acusação particular no caso, diz que a ordem era "ilegal" e não passou de um "ato de censura" de um órgão que não tem autoridade para dar ordens ao governo autonómico.

Caso seja condenado, Torra arrisca até 20 meses de inabilitação de desempenho de cargos públicos. Pode ainda recorrer para o Supremo Tribunal, mas, caso este confirme a sentença, ficará impossibilitado de desempenhar funções, o que provocará a queda do governo catalão e a convocação de eleições antecipadas.
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