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Correio da Manhã

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Líder indígena assassinado a tiro

O chefe de uma tribo de índios Kaiowá Guarani, que disputa terras com proprietários rurais, foi assassinado por um grupo de homens fortemente armados que entraram na sua aldeia, em Amambaí, região remota do estado brasileiro do Mato Grosso do Sul, junto à fronteira com o Paraguai.

20 de Novembro de 2011 às 01:00

Segundo a Funai, Fundação Nacional do Índio, o chefe da tribo, Nísio Gomes, de 59 anos, foi morto com um tiro no pescoço e o seu corpo foi levado pelos criminosos. Uma testemunha contou que os agressores, 40 homens com os rostos cobertos por capuzes, invadiram a aldeia Tekoha Guaviry, quando a tribo participava numa cerimónia religiosa. Os criminosos obrigaram os índios a deitarem-se no chão e abateram o chefe da tribo. Depois, levaram o cadáver para uma carrinha e fugiram. Até ontem não se sabia ao certo se outras pessoas ficaram feridas. De acordo com relatos, não confirmados, os criminosos terão raptado alguns índios, incluindo uma mulher e uma criança.

Os Kaiowá Guarani reclamam terras que há séculos pertencem à sua tribo, e que estão em fase de legitimação pelo governo, mas estão sob poder de grandes proprietários que não aceitam a presença dos índios.

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