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Correio da Manhã

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Líderes dos EUA e da China reúnem-se na Argentina durante cimeira do G20

Encontro ocorre durante um período de tensão entre as duas potências económicas.
23 de Outubro de 2018 às 22:30
donald trump e Xi Jinping
O presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping
O presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping
donald trump e Xi Jinping
O presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping
O presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping
donald trump e Xi Jinping
O presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping
O presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping
Os líderes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, vão reunir-se durante a cimeira do G20, que se realiza entre 30 de novembro e 01 de dezembro em Buenos Aires, na Argentina, foi esta terça-feira confirmado.

"Os dois presidentes vão reunir-se um pouco em Buenos Aires, na Argentina, durante [a cimeira] do G20", anunciou esta terça-feira o principal assessor económico de Trump, Larry Kudlow, em declarações aos jornalistas na Casa Branca.

O encontro, sobre o qual se especula há semanas, ocorre durante um período de tensão entre as duas potências económicas, que enfrentam desde julho uma guerra comercial que já se traduziu na imposição mútua de taxas alfandegárias de biliões de dólares.

A reunião poderá, assim, permitir para atenuar a tensão existente e para reativar os laços comerciais entre os dois países.

Nas declarações aos jornalistas, Larry Kudlow indicou que "as exigências" dos Estados Unidos da América estão "em cima da mesa".

"Gostava que [essas exigências] fossem acauteladas, o que ainda não aconteceu", adiantou.

Esta guerra comercial começou em julho passado, quando o Presidente norte-americano, Donald Trump, impôs taxas alfandegárias adicionais de 25% sobre um conjunto de produtos chineses.

A primeira ronda de taxas afetou sobretudo os setores da aeronáutica, tecnologias de informação e comunicação ou robótica e máquinas, demonstrando que Washington quer impedir Pequim de competir, no futuro, naqueles setores de alto valor agregado.

Pequim retaliou com taxas alfandegárias sobre o mesmo valor de bens importados dos Estados Unidos, afetando sobretudo produtos agrícolas, de forma a atingir a América rural, onde estão concentrados muitos dos eleitores de Donald Trump.

Mais recentemente, no final de setembro, os Estados Unidos impuseram novas taxas alfandegárias de 10% em produtos chineses, que equivaleram a 200 mil milhões de dólares (174 mil milhões de euros), com a China a responder com um agravamento nas tarifas de 60 mil milhões de dólares (52 mil milhões de euros) a produtos agrícolas norte-americanos.

Esta foi a terceira ronda de imposições mútuas.

A primeira ronda de sanções pela administração norte-americana à China, em julho, ascendeu a 34 mil milhões de dólares (29 mil milhões de euros), enquanto a segunda foi de 16 mil milhões de dólares (14 mil milhões de euros).
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