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Correio da Manhã

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Liu Xiaobo continua na prisão

A organização Human Rights Watch (HRW) apelou esta sexta-feira à libertação de Liu Xiaobo, lembrando que, um ano depois de lhe ter sido atribuído o Prémio Nobel da Paz, o dissidente chinês continua "injustamente preso".
7 de Outubro de 2011 às 10:41
Liu Xiaobo

"O governo chinês ficou sob observação quando presidentes e primeiros-ministros manifestaram preocupação acerca do tratamento de pessoas. Todos os que lhe demonstraram apoio devem pressionar para a sua libertação e para acabar com a perseguição de pessoas como ele", disse a directora da HRW para a China, Sophie Richardson, num comunicado difundido nesta sexta-feira.

Antigo professor universitário e crítico literário, Liu Xiaobo, 55 anos, foi condenado em Dezembro de 2009 a onze anos de prisão por "actividades subversivas". Foi a sua terceira detenção desde a sangrenta repressão do movimento pró-democracia da Praça Tiananmen, em Junho de 1989.

Liu Xiaobo foi um dos promotores da 'Carta 08', manifesto inspirado na Carta 77 lançada por Vaclav Havel na antiga Checoslovaquia e que defendia a introdução de reformas políticas na China, nomeadamente o fim do regime de partido único, a independência do poder judicial e a liberdade de associação. O governo chinês rejeitou as críticas ao processo de Liu Xiaobo, considerando-as uma "ingerência grosseira nos assuntos internos da China", e qualificou a decisão tomada o ano passado pelo Comité Nobel Norueguês como "uma falta de respeito pela soberania judicial chinesa".

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