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Londres: Três suspeitos de assassínio de soldado libertados

Scotland Yard estão a analisar filmagens da CCTV, provas forenses e relatórios dos serviços secretos relativos ao esfaqueamento mortal do soldado britânico.
27 de Maio de 2013 às 16:19

Os três detidos por suspeita de envolvimento no assassínio de um soldado britânico em Londres foram esta segunda-feira libertados sob fiança, enquanto os dois principais suspeitos continuam hospitalizados, anunciou a polícia.

Detetives da Scotland Yard estão a analisar filmagens da CCTV, provas forenses e relatórios dos serviços secretos relativos ao esfaqueamento mortal do soldado de 25 anos Lee Rigby, perto de um quartel, por dois radicais islâmicos.

A polícia deteve nove pessoas, no total, mas ainda não interrogou formalmente os principais suspeitos, porque estes sofreram ferimentos na troca de tiros com a polícia no local do crime.

Michael Adebolajo, de 28 anos, e Michael Adebowale, de 22 anos, ambos britânicos convertidos ao islamismo, procedentes de famílias cristãs nigerianas, continuam sob vigilância armada em dois hospitais londrinos.

O seu estado de saúde "é estável e serão formalmente interrogados quando for possível fazê-lo", indicou esta segunda-feira a Scotland Yard.

Outros três homens detidos no sábado por suspeita de conspiração para cometer homicídio foram também libertados sob fiança e outro homem detido pela mesma razão na quinta-feira também saiu em liberdade depois de pagar fiança, ao passo que outro ainda permanece sob custódia.

Duas mulheres detidas na semana passada foram libertadas sem acusação.

"Esta é uma investigação em curso, centrada na segurança pública e na investigação de quaisquer outros envolvidos", disse Stuart Osborne, que dirige a unidade de contraterrorismo da Scotland Yard.

Paralelamente, a polícia obteve no domingo autorização judicial para interrogar um homem de 31 anos durante mais cinco dias por suspeita de ter cometido, preparado ou instigado atos de terrorismo.

Abu Nasaybah foi detido nas instalações da BBC na sexta-feira à noite, pouco depois de ter dado uma entrevista sobre a sua amizade com Adebolajo, na qual afirmou que o MI5 (serviços secretos internos britânicos) tinha tentado recrutar o suspeito de homicídio.

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