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Correio da Manhã

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Londres e Washington preparam frente contra o terrorismo

Líderes dizem que não vão permitir que ninguém seja capaz de "amordaçar a liberdade de expressão".
15 de Janeiro de 2015 às 11:39

Cameron e Obama sublinham que não vão deixar-se intimidar pelos radicais islâmicos.
Cameron e Obama sublinham que não vão deixar-se intimidar pelos radicais islâmicos. FOTO: Phil Noble/Reuters

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o Presidente norte-americano Barack Obama anunciam a preparação de uma frente comum contra os extremistas islâmicos fomentando a prosperidade económica.

A propósito da visita oficial de Cameron a Washington que começa esta quinta-feira, os dois líderes garantem num artigo conjunto publicado no jornal Times que não vão permitir que ninguém seja capaz de "amordaçar a liberdade de expressão", em reação aos atentados em Paris que fizeram 17 mortos na semana passada.

O primeiro-ministro britânico e o Presidente dos Estados Unidos referem que o mundo já respondeu "a uma só voz" contra os ataques contra o semanário francês Charlie Hebdo.


"Juntamente com os nossos aliados franceses, mostramos com evidência a quem pensa que pode amordaçar a liberdade de expressão através da violência que as nossas vozes vão ser escutadas mais alto", referem os dois líderes.


Cameron e Obama sublinham que não vão deixar-se intimidar pelos radicais islâmicos e que estão dispostos a "derrotar" os "assassinos bárbaros e a ideologia distorcida" que defendem.

Melhor combate é a prosperidade económica

Os dois políticos consideram que a melhor forma de fazer frente ao terrorismo é conseguir prosperidade económica.

"Sabemos que o progresso e a prosperidade nunca estão garantidos. Ao reunir-nos na Casa Branca hoje reafirmamos a nossa confiança de que a nossa capacidade para defender as nossas liberdades têm raízes na nossa força económica e nas nossas instituições democráticas", acrescentam.

No mesmo texto, Obama e Cameron destacam também a necessidade de "reforçar" as economias dos dois países face a novos problemas económicos.

Segundo fontes oficiais britânicas citadas pela EFE, os dois líderes têm previsto analisar o crime cibernético, a situação económica e o acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia.

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