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Lula da Silva afirma que sair da prisão com posições mais à esquerda do que quando entrou

Ex-presidente brasileiro cumpre pena por corrupção desde o dia 07 de Abril de 2018 em Curitiba.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 8 de Novembro de 2019 às 14:25
Lula da Silva
Lula da Silva
Juíza autoriza Lula da Silva a receber dois amigos por semana na prisão
Lula da Silva
Lula da Silva
Juíza autoriza Lula da Silva a receber dois amigos por semana na prisão
Lula da Silva
Lula da Silva
Juíza autoriza Lula da Silva a receber dois amigos por semana na prisão

O ex-presidente brasileiro Lula da Silva, que cumpre pena por corrupção desde o dia 07 de Abril de 2018 em Curitiba, no sul do Brasil, afirmou que vai sair da cadeia mais à esquerda do que quando entrou, no que parece significar um alerta de que radicalizará as suas posições. A informação foi avançada pelo coordenador nacional do MST, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, João Paulo Rodrigues, que visitou o antigo presidente na prisão esta quinta-feira à tarde pouco antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) mudar a regra que permitiu prender Lula.

Rodrigues disse aos jornalistas à saída da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, onde Lula está preso numa cela especial, que o antigo governante lhe pediu para transmitir aos militantes que vai sair da cadeia com posições mais à esquerda do que as que o caracterizaram antes da condenação. E deixou claro, ainda de acordo com Rodrigues, que assim que deixar a cadeia vai retomar a luta, mas menos apaziguador do que se mostrava anteriormente.

A declaração parece significar que o clima político brasileiro, já ao rubro desde que o extremista de direita Jair Bolsonaro foi eleito presidente, vai ser incendiado de vez com a libertação de um Lula mais radical do que antes. Até porque o antigo presidente, segundo afirmou na mesma altura a presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, que também visitou Lula na tarde desta quinta-feira, já deixou claro que pretende mobilizar e encabeçar uma grande oposição popular à política de Bolsonaro.

A libertação de Lula da Silva pode ocorrer a qualquer momento, depois de o Supremo Tribunal Federal ter considerado inconstitucional e derrubado no final da noite desta quinta-feira a regra que permitia a prisão de condenados logo após a confirmação da sentença em segunda instância, como é o caso do antigo chefe de Estado.

Tendo em conta essa decisão, os condenados só podem ser presos após o processo transitar em julgado, ou seja, depois de esgotados todos os recursos contra a sentença, o que Lula reclamava desde a decretação da sua prisão pelo então juiz Sérgio Moro, atualmente ministro da Justiça de Jair Bolsonaro.
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