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Correio da Manhã

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Lula e Alckmin colam-se a vitoriosos

Antagónicos em tantas coisas, o presidente Lula da Silva e o seu opositor Geraldo Alckmin adoptaram, no entanto, a mesma táctica para tentarem conseguir os poucos votos que faltam a cada um para conquistar a cobiçada presidência da República no próximo dia 29.
4 de Outubro de 2006 às 00:00
Lula procura apoios
Lula procura apoios FOTO: Paulo Whitaker/Reuters
Ambos recorreram aos aliados que foram campeões de voto, colando-se literalmente à sua imagem na tentativa de beneficiarem da sua popularidade nas regiões onde foram massivamente votados.
Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT), que se empenhou pessoalmente em telefonar aos governadores e senadores aliados já eleitos, entre os quais o ex-presidente Collor de Mello, seu ex-arqui-inimigo, a quem ontem elogiou, recrutou para a campanha o governador eleito da Bahia, Jacques Wagner, uma surpresa num estado totalmente dominado pela oposição, o de Sergipe, Marcelo Deda, eleito com votação expressiva, e o ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, eleito domingo o deputado mais votado do Ceará.
ALCKMIN CHAMA SERRA
Alckmin fez outro tanto. José Serra, governador eleito de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas Gerais, que obteve a maior votação entre todos os eleitos, com 77%, já foram chamados e participarão activamente na campanha, inclusive em comícios e na televisão.
Da mesma forma, Alckmin e Lula tiveram ideia semelhante na procura de apoios e ambos já contactaram o PMDB, o maior partido do Brasil. Isso não deve mudar grande coisa, pois o PMDB já há bastante tempo está dividido, com metade dos seus parlamentares e governadores pró-governo e a outra metade do lado da oposição.
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