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Correio da Manhã

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Lula vai antecipar candidatura presidencial para tentar fugir à Justiça

Nas últimas semanas, Lula sofreu sucessivas derrotas na Justiça.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 13 de Março de 2017 às 17:27
Lula da Silva
Lula da Silva FOTO: EPA

O antigo presidente Lula da Silva deve anunciar em abril a sua candidatura às presidenciais de 2018. Lula tomou a decisão depois de vários tribunais terem negado os seus pedidos para travar as acções que o poderiam levar à cadeia.

Com esta candidatura, Lula apenas se sentaria no banco dos réus em maio e já na condição de candidato presidencial, o que, estimam os assessores, lhe poderá garantir um tratamento mais favorável no que toca às acusações que está envolvido. E, em caso de condenação, Lula usaria a candidatura para reforçar o seu discurso de que está a ser vítima de um complô, de que Sérgio Moro, juiz encarregue do caso, supostamente faria parte, para o impedirem de voltar à presidência do Brasil.

Líder nas sondagens, o antigo presidente pondera, com recursos a adiamentos, ser eleito antes da decisão final da Justiça em alguma das ações em que está envolvido. O Partido dos Trabalhadores e alguns movimentos sociais já se preparam para grandes mobilizações junto dos tribunais onde Lula irá depor, fazendo, deste modo, pressão para adiar as audiências em curso.

Nas últimas semanas, Lula sofreu sucessivas derrotas na justiça

O Superior Tribunal de Justiça recusou suspender o processo que Lula da Silva enfrenta por alegado favorecimento ilegal no caso do apartamento triplex dado pela construtora OAS, acção que também está a cargo de Sérgio Moro e que o Tribunal de Justiça de Brasília negou o pedido para depor num outro processo por videoconferência e não pessoalmente, e, finalmente, o Tribunal Regional Federal, em Porto Alegre, rejeitou e arquivou uma acção em que o antigo governante pedia o afastamento de Sérgio Moro dos processos que tinha em mãos, acusando o magistrado de perseguição política.

Assim, a situação pode ficar ainda mais complicada para o antigo chefe de Estado, que, também por isso, quer apressar a sua candidatura à presidência. Os Procuradores do Ministério Público que tiveram acesso aos depoimentos colaborativos dos ex-executivos da Odebrecht que podem ser revelados a qualquer momento, afirmaram, sob sigilo, que as denúncias contra Lula da Silva são "arrasadoras."

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