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Correio da Manhã

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Maduro pede às Forças Armadas do Brasil que detenham a "loucura" de Bolsonaro

Presidente da Venezuela fez o apelo aos militares do país vizinho numa transmissão em rede nacional de rádio e televisão.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 13 de Abril de 2019 às 17:03
Nicolás Maduro
Nicolás Maduro
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, exortou as Forças Armadas do Brasil a deterem o que classificou como a "loucura" do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, seu inimigo declarado. Maduro fez o apelo aos militares do país vizinho Brasil numa transmissão em rede nacional de rádio e televisão em que afirmou que a Venezuela está em risco de ser invadida por forças que querem derrubá-lo, encabeçadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por Bolsonaro.

"Faço um apelo às Forças Armadas do Brasil para que detenham a loucura de Jair Bolsonaro e as suas ameaças de uma guerra com a Venezuela", Declarou Maduro durante um ato com movimentos de esquerda transmitido pelas emissoras para todo o país em carácter obrigatório.

No mesmo evento, Nicolás Maduro, cuja recente reeleição não é reconhecida por mais de 50 países, classificou Bolsonaro como "filhote de fascista" e "imitador de Hitler". Ainda segundo o ditador venezuelano, Jair Bolsonaro sempre foi louco, mas ficou mais louco ainda depois dos recentes encontros com o presidente dos EUA em Washington, e com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, dois outros expoentes da extrema-direita internacional.

Maduro lembrou que nenhum outro presidente brasileiro na história ameaçou invadir outro país da região ou declarar guerra a um povo vizinho, como Bolsonaro faz em relação à Venezuela. Bolsonaro e os seus aguerridos filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, têm declarado abertamente quererem derrubar Maduro, mas o setor militar do governo brasileiro, pela voz do vice-presidente Hamilton Mourão, tem-se posicionado contra uma acção militar e têm recusado integrar uma força internacional que invada o país vizinho para depor Maduro pela força.

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