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Correio da Manhã

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Mãe no frigorífico

Aceitar a morte de um ente querido nunca é tarefa fácil, mas duas britânicas excederam todas as fronteiras ao manter o cadáver da mãe no frigorífico de uma funerária desde 1997. A obsessão já custou a Josephine e Valmai Lamas, hoje com 59 e 52 anos, respectivamente, mais de 20 mil euros.
7 de Setembro de 2007 às 00:00
O cadáver foi tratado com formaldeído, para evitar a putrefacção, mas isso não impede que o corpo que as irmãs hoje visitam semanalmente, por turnos, seja pouco mais que pele ressequida sobre ossos cada vez mais protuberantes.
Isso não parece incomodar Josephine, que continua a retocar o rosto da mãe com maquilhagem, pintando-lhe mesmo o pouco que resta dos lábios.
Outro membro da família Lamas afirmou ao jornal ‘The Sun’ que era tempo de as irmãs sepultarem a mãe, falecida de trombose aos 84 anos de idade. “Não parecem notar que há algo de bizarro no seu comportamento. O cadáver degradou-se a tal ponto que já é só um esqueleto com um pouco de pele no crânio. É horrível, parece uma personagem de um filme de terror a quem um vampiro sugou o sangue.”
Quem não está incomodado é Phillip Saville, director da funerária Saville & Sons, em Londres. “Não há leis que proíbam as pessoas de manter um cadáver”, afirmou. Questionada pelo jornal sobre o seu estranho comportamento, Valmai recusou responder: “Sempre fui uma pessoa muito reservada e não vou discutir isso.”
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