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Correio da Manhã

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Mãe usa lixívia para "curar" autismo do filho menor

Mulher está a ser investigada por obrigar criança a beber substância que também era usada em clisteres.
7 de Agosto de 2017 às 17:28
Mãe obrigava o filho a ingerir lixívia para 'curar' autismo
Mãe obrigava o filho a ingerir lixívia para 'curar' autismo
Mãe obrigava o filho a ingerir lixívia para 'curar' autismo
Mãe obrigava o filho a ingerir lixívia para 'curar' autismo
Mãe obrigava o filho a ingerir lixívia para 'curar' autismo
Mãe obrigava o filho a ingerir lixívia para 'curar' autismo
Mãe obrigava o filho a ingerir lixívia para 'curar' autismo
Mãe obrigava o filho a ingerir lixívia para 'curar' autismo
Mãe obrigava o filho a ingerir lixívia para 'curar' autismo

Uma mulher inglesa, natural de Cheshire, no Reino Unido, está a ser investigada pela polícia e pelos Serviços Sociais ingleses depois de sujeitar o filho menor a clisteres de lixívia para "curar" o autismo deste. A mulher pertence a vários grupo de pais de crianças autistas no Facebook, onde alegava que o autismo é causado por parasitas, apelando ao tratamento com lixívia, que pode ser mortal. A criança era ainda obrigada a tomar algumas gotas de lixívia diluída diariamente.

Foi uma mãe de uma criança autista que denunciou o caso às autoridades, que se 'infiltrou' no grupo e recolheu várias publicações. Emma Dalmayne mostrou á polícia o que a suspeita considerava serem parasitas (e que publicava no referido grupo de Facebook), quando na realidade eram partes do intestino da criança.

Os médicos desaconselham completamente este tipo de tratamento, que pode causar náuseas, vómitos, irritações cutâneas, distúrbios intestinais graves, redução da pressão arterial, danos nos tecidos intestinais e paragem cardiorrespiratória. Não está provada qualquer ligação entre a presença de parasitas nas crianças e o autismo.

"Este tratamento é ilegal e tem que se fazer alguma coisa. Há mais pais que fazem isto. Há relatos de crianças que ficaram sem intestino por causa disto. Por isso quis tomar uma posição", defende  Emma, que é autista e também tem filhos autistas. "Temos que acabar com esta história da cura para o autismo urgentemente!", conclui.

 

Emma Dalmayne Cheshire Reino Unido Serviços Sociais Facebook saúde questões sociais doenças
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