Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
6

Máfias estrangeiras dirigem 4000 bordéis

Martina é romena, tem 22 anos e partiu para Espanha com o sonho de uma vida melhor a trabalhar como empregada de mesa.
9 de Janeiro de 2008 às 00:00
O sonho esfumou-se e a jovem acabou na prostituição. Estima-se que 80 mil mulheres trabalhem como prostitutas em bares de alterne do país vizinho, embora fontes policiais elevem o número para 300 ou 400 mil. As máfias estrangeiras dirigem nada menos do que quatro mil bordéis em todo o país.
A romena, que foi para Espanha a pensar que trabalharia como empregada de mesa, foi enganada, maltratada e obrigada a prostituir-se. Um caso igual ao de Betty, nigeriana, que jura a pés juntos ser adulta. A jovem foi comprada à família e terá de prostituir-se até pagar uma dívida de 45 mil dólares – o preço da sua aquisição. Armanda é paraguaia, tem 26 anos mas, ao contrário de romena, sabia ao que ia quando foi para Espanha. No entanto, além de ter de pagar a viagem (2500 dólares), tem ainda a seu cargo o alojamento e a comida, além do pagamento de uma percentagem dos lucros.
Mas existe de tudo um pouco: desde as recrutadas no Leste da Europa às latino-americanas, passando pelas africanas, ou mesmo asiáticas. Quanto às espanholas, são, habitualmente, prostitutas de luxo ou toxicómanas de rua.
As redes que exploram os bordéis são controladas por máfias estrangeiras, com romenos, russos, nigerianos e chineses à cabeça. Mas existem também numerosos bordéis dirigidos por espanhóis.
A ‘indústria’ gera receitas na ordem dos 18 mil milhões de euros por ano, números que reflectem bem a dimensão que o negócio da prostituição atingiu em Espanha.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)