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Correio da Manhã

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Magnata russo acusa Kremlin de o tentar matar

O milionário russo Boris Berezovsky, exilado em Londres, afirma ter sido salvo de um atentado planeado pela espionagem russa. Segundo o jornal ‘The Sun’, o assassínio deveria ter lugar no Hotel Hilton de Park Lane, na capital britânica, e ser realizado por um assassino russo que se faria acompanhar de uma criança para não levantar suspeitas.
19 de Julho de 2007 às 00:00
Berezovsky após a conferência em que revelou a tentativa para o matar
Berezovsky após a conferência em que revelou a tentativa para o matar FOTO: Alessia Pierdomenico/Reuters
Berezovsky afirma ter deixado Londres o mês passado durante alguns dias depois de ser alertado por amigos russos e pelo MI5. O magnata diz ter sido avisado nestes termos: “Alguém que conheces vai ao Reino Unido tentar contactar-te e, quando te encontrares com ele, vai-te matar e não tentará esconder-se.”
As autoridades britânicas recusaram comentar o caso, mas o ‘The Sun’ assegura que o assassino contratado foi capturado nas últimas semanas. O milionário afirmou, por seu lado, que o homem terá já sido deportado para a Rússia.
Yuri Fedotov, embaixador russo em Londres, afirmou que “nada pode confirmar” o plano de homicídio e descartou qualquer envolvimento da Rússia no caso.
O milionário, ex--aliado do presidente Boris Yeltsin, é um crítico do actual líder russo, Vladimir Putin, a quem afirma querer derrubar (se necessário pela violência), e foi um dos protectores de Alexander Litvinenko, ex-espião russo assassinado em Londres com polónio-210 em Novembro de 2006. Este homicídio está, aliás, na base do actual diferendo entre Londres e Moscovo, que recusa deportar o presumível homicida, Andrei Lugovoi.
O alegado plano é revelado um dia depois de Londres ordenar a expulsão de quatro diplomatas russos em retaliação pela recusa russa de deportar Lugovoi.
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