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Maior grupo criminoso do Brasil quer comemorar aniversário com vaga de mortes

A facção criminosa PCC, Primeiro Comando da Capital, é a maior do Brasil.

22 de agosto de 2017 às 19:31

A facção criminosa PCC, Primeiro Comando da Capital, a maior do Brasil, decidiu comemorar mais um aniversário de uma forma brutal e sangrenta. Chefes da facção presos deram ordem para o início imediato de uma vaga de homicídios, inclusive de autoridades, para assinalar o aniversário do temido grupo criminoso, fundado em 31 de Agosto de 1993 em São Paulo.

Documentos sigilosos a que o site de notícias UOL, do Grupo Folha de S. Paulo, teve acesso, revela que entre as vítimas já escolhidas pelo PCC estão um juíz federal, um alto membro do Ministério Público, um delegado (inspector) da Polícia Federal, e vários guardas prisionais. Os crimes, segundo o documento, devem ser levados a cabo até dia 31 na região da cidade de Porto Velho, capital do estado de Rondónia, no norte do Brasil.

Na cidade fica uma das quatro prisões federais de alta segurança directamente ligadas ao governo central e consideradas as mais seguras do Brasil. Na penitenciária federal de Porto Velho, uma das mais temidas pelos criminosos, estão confinados em esquema especial de isolamento alguns dos membros da chamada Sintonia Alta, a cúpula do PCC, e por isso a cidade foi escolhida para a matança.

Medidas adicionais de segurança já foram tomadas pelas autoridades locais para tentar proteger os potenciais alvos, mas isso não garante que pessoas sejam mortas. No ano passado, ordem semelhante foi dada pela cúpula do PCC que está presa na penitenciária de Catanduvas, no estado do Paraná, sul do Brasil, outra cadeia gerida pelo governo central, e as medidas de reforço na segurança não impediram o assassínio de vários guardas prisionais daquela cadeia.

Semanas atrás, o Departamento Penitenciário Nacional, Depen, proibiu visitas íntimas aos presos do PCC e de outras facções criminosas confinados nas quatro prisões federais, por ter descoberto que os reclusos usavam as mulheres que os visitavam para darem ordem para acções criminosas. Mas acções na justiça em nome de supostos direitos dos presos forçaram o governo a recuar e a voltar a permitir, pelo menos em parte, que esses chefes criminosos voltassem a receber visitas de familiares.

Autoridades de Rondónia também já têm informações de que o PCC enviou para Porto Velho núcleos de inteligência, incumbidos de vigiar de perto as pessoas a abater, monitorando horários, hábitos e família. Mas as próprias autoridades reconhecem não ser possível proteger todas as potenciais vítimas o tempo todo, e o clima na cidade é de apreensão total, na expectativa de mais um dos banhos de sangue que deram triste projecção ao PCC.

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