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Maior ladrão de bancos e criminoso mais procurado do Brasil é preso em São Paulo

Assaltante já foi preso outras três vezes, em 2002, 2010 e 2014, mas ficou pouco tempo atrás das grades.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 13 de Janeiro de 2021 às 21:47
Maior ladrão de bancos e criminoso mais procurado do Brasil é preso em São Paulo
Maior ladrão de bancos e criminoso mais procurado do Brasil é preso em São Paulo FOTO: Direitos Reservados

O homem considerado pela polícia o maior assaltante de bancos do Brasil, identificado como David Marques dos Santos, de 45 anos, foi preso esta quarta-feira em Limeira, cidade pacata a cerca de 150 quilómetros de São Paulo. O assaltante ocupava o primeiro lugar na lista do Ministério da Saúde com os criminosos mais procurados do país. David foi preso numa casa confortável de Limeira a que a polícia chegou depois de um árduo trabalho de inteligência entre divisões policiais de várias regiões brasileiras. Com a morada em mãos, agentes especiais da Polícia Civil (Judiciária) enviados de São Paulo cercaram o imóvel com o apoio da polícia local e prenderam o assaltante, que não reagiu.

De acordo com o delegado (inspector) Pedro Ivo, que comandou a operação, David Marques dos Santos já comandou grandes assaltos a bancos, empresas de valores, carros-forte e até aviões pagadores praticamente por todo o Brasil, nomeadamente em estados do sul e do nordeste, e até no vizinho Paraguai. Terá sido ele a idealizar e comandar há três anos o maior assalto da história do Paraguai, o roubo à empresa de valores Prosegur, na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, dinamitada e invadida por dezenas de homens com armas de guerra, de onde foram roubados cerca de 15 milhões de euros em dinheiro vivo.

Foi também o assaltante preso esta quarta-feira que comandou o assalto ao Banco do Brasil da cidade de Criciúma, sul do Brasil, em Novembro passado, de onde foram roubados quase 13 milhões de euros. Ainda de acordo com a polícia, David Marques dos Santos também chefiou o assalto, dois anos atrás, de uma empresa de valores na cidade de Santos, litoral de São Paulo, de onde foram roubados outros 12 milhões de euros, e a aviões-pagadores (que transportam fortunas em dinheiro vivo para abastecerem bancos) nos aeroportos de Blumenau e em Campinas, tendo neste último caso entrado em carros disfarçados de viaturas da Força Aérea.

O assaltante já foi preso outras três vezes, em 2002, 2010 e 2014, mas ficou pouco tempo atrás das grades. Uma vez aproveitou uma autorização de saída temporária e não voltou para a cadeia, na segunda vez fugiu com outros criminosos e na terceira, em 2014, mostrando a importância que ele tem no mundo do crime, um grupo fortemente armado com explosivos e armas de guerra invadiu a prisão onde ele estava, em Franco da Rocha, vizinha a São Paulo, abriu caminho à bala e com dinamite e libertou-o. Tentando dificultar a sua identificação, o assaltante usou parte dos muitos milhões roubados para mudar a aparência. Ele fez várias plásticas, modificou o nariz, o rosto e até os dentes, mudando de feições sempre que as suas novas características ficavam demasiado conhecidas.

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