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Mais de 100 pessoas detidas em manifestação nas ruas da Bielorrússia contra presidente

Ação de protesto é a primeira em grande escala desde o ultimato dado ao presidente Alexander Lukashenko, no poder desde 1994.
Lusa 18 de Outubro de 2020 às 16:58
Manifestantes protestam na Bielorrússia
Manifestantes protestam na Bielorrússia
Manifestantes protestam na Bielorrússia
Manifestantes protestam na Bielorrússia
Manifestantes protestam na Bielorrússia
Manifestantes protestam na Bielorrússia
Manifestantes protestam na Bielorrússia
Manifestantes protestam na Bielorrússia
Manifestantes protestam na Bielorrússia
Manifestantes protestam na Bielorrússia
Manifestantes protestam na Bielorrússia
Manifestantes protestam na Bielorrússia
Manifestantes protestam na Bielorrússia
Manifestantes protestam na Bielorrússia
Manifestantes protestam na Bielorrússia
Milhares de pessoas manifestaram-se este domingo nas ruas da Bielorrússia contra o presidente do país, Alexander Lukashenko, apesar da ameaça policial de responder com disparos, o que resultou em mais de 100 pessoas detidas em Minsk, revelou a polícia.

"Até agora, mais de 100 pessoas foram detidas em Minsk", disse a porta-voz do Ministério do Interior da Bielorrússia, Olga Tchemodanova, em declarações à agência de notícias francesa AFP.

Esta ação de protesto é a primeira em grande escala desde o ultimato dado ao presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, no poder desde 1994, pela principal figura da oposição Svetlana Tikhanovskaïa, refugiada na Lituânia.

Na terça-feira, a opositora bielorrussa Svetlana Tikhanovskaya deu um prazo até 25 de outubro a Alexander Lukashenko para renunciar ao mandato presidencial, caso contrário a oposição irá convocar uma manifestação de proporções inéditas e uma greve geral.

Ao contrário dos protestos anteriores, os manifestantes escolheram o domingo não para marchar no centro de Minsk, mas numa artéria no sul da capital, onde estão localizadas muitas fábricas.

De acordo com a organização bielorrussa de defesa dos direitos humanos Viasna, a polícia começou a deter os manifestantes em Minsk e noutras cidades, contabilizando 15 pessoas detidas a meio da tarde.

Os meios de comunicação locais também noticiaram a detenção dos seus jornalistas.

A oposição bielorrussa exige a saída de Lukashenko desde as contestadas eleições presidenciais de 09 de agosto, que atribuíram ao líder bielorrusso, no poder há 26 anos, um sexto mandato.

As forças opositoras consideraram as eleições como fraudulentas e desde então centenas de milhares de bielorrussos têm saído às ruas em protesto.

As manifestações têm sido marcadas por uma forte e violenta repressão pelas forças de segurança da Bielorrússia.

O movimento de contestação tem sido alvo de uma constante pressão por parte das autoridades e muitas das suas principais figuras estão exiladas no estrangeiro ou foram detidas.

Na segunda-feira, o último membro do Conselho de Coordenação (formado pela oposição) que ainda estava na Bielorrússia e em liberdade, Serguei Dylevski, deixou o país por "temer pela (sua) segurança", segundo os meios de comunicação locais.

"Temos dito várias vezes que estamos prontos para o diálogo e para negociações. Mas falar atrás das grades da prisão não é diálogo", afirmou a opositora Svetlana Tikhanovskaya, denunciando o "terror do Estado" na Bielorrússia.

No dia 11, as manifestações regressaram às ruas da Bielorrússia, nomeadamente em Minsk para contestar a reeleição de Lukashenko.

Mais de 700 pessoas foram detidas pelas forças de segurança durante os protestos, naquela que terá sido a mais dura repressão policial em várias semanas de protestos, de acordo com ativistas locais de direitos humanos.

O grupo de defesa dos direitos humanos bielorrusso Viasna estima que cerca de 100 mil pessoas terão participado na manifestação de dia 11 em Minsk.

Após esses protestos na capital, o Ministério do Interior da Bielorrússia advertiu que a polícia irá recorrer "se necessário" a balas reais e a "equipamentos especiais" para travar os protestos antigovernamentais, argumentando na mesma ocasião que a contestação no país está organizada e radicalizada.

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