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Correio da Manhã

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Mais de 100 'rohingya' morrem ao tentar chegar ao Bangladesh

Membros da minoria muçulmana tentam fugir à escalada de violência na Birmânia.
15 de Setembro de 2017 às 10:20
Minoria muçulmana 'rohingya'
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As autoridades do Bangladesh elevaram esta sexta-feira para 102 o número de membros da minoria muçulmana 'rohingya' que morreram ao tentar chegar ao país fugindo da onda de violência no oeste da Birmânia, que escalou em 25 de agosto.

"Até agora, foram recuperados 102 corpos de 'rohingya'", disse à agência de notícias Efe fonte da polícia do distrito de Cox's Bazar, onde têm chegados em massa os membros daquela minoria apátrida, considerada pela ONU como uma das mais perseguidas do planeta.

O chefe da guarda de fronteiras do Bangladesh na zona de Teknaf, o tenente-coronel Ariful Islam, indicou que o fluxo de chegadas tem diminuído nos últimos dias devido às condições adversas do mar.

"Continuam a chegar, mas em menor número porque o mar está agitado. Três barcos naufragaram nos últimos três dias. Ontem [quinta-feira] resgatámos 21 pessoas e recuperamos dois corpos, incluindo de um menino, de um dos que se afundou", afirmou Ariful Islam, indicando que há duas pessoas que seguiam a bordo desse bote que continuam desaparecidas.

Pelo menos 389 mil 'rohingya' cruzaram a fronteira para o Bangladesh desde 25 de agosto, altura em que a violência escalou após uma ofensiva militar lançada na sequência do ataque, nesse dia, contra três dezenas de postos da polícia efetuado pela rebelião, o Exército de Salvação do Estado Rohingya (Arakan Rohingya Salvation Army, ARSA), que defende os direitos daquela minoria muçulmana.

O ARSA declarou, no sábado, um cessar-fogo com a duração de um mês para permitir a entrada de ajuda humanitária, algo que foi rejeitado pelo Governo birmanês.

O Conselho de Segurança da ONU pediu na quarta-feira "medidas imediatas" para acabar com a violência contra os 'rohingya', expressando "profunda preocupação com a situação atual" na Birmânia, depois de o alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos ter afirmado, dias antes, que a forma como a Birmânia está a tratar a minoria muçulmana 'rohingya' aparenta "um exemplo clássico de limpeza étnica".

A Birmânia, onde mais de 90% da população é budista, não reconhece cidadania aos 'rohingya'.

Mais de um milhão vivem em Rakhine, onde sofrem crescente discriminação desde o início da violência sectária em 2012, que causou pelo menos 160 mortos e deixou aproximadamente 120 mil pessoas confinadas a 67 campos de deslocados.

Apesar de muitos viverem no país há gerações, não têm acesso ao mercado de trabalho, às escolas, aos hospitais e o recrudescimento do nacionalismo budista nos últimos anos levou a uma crescente hostilidade contra eles, com confrontos por vezes mortíferos.
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