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Correio da Manhã

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Mais um escândalo

A campanha para a segunda volta das presidenciais brasileiras mal começou e a candidata do PT, Dilma Rousseff, enfrenta já um novo escândalo envolvendo um dos seus assessores. Ibanês Cássel, que acompanha Dilma no governo há anos, é, em simultâneo, director de uma empresa estatal e sócio de uma firma privada que conseguiu contratos com outra empresa pública da mesma área, a Petrobras.
10 de Outubro de 2010 às 00:30
Dilma Rousseff considerou que as denúncias são “especulação”
Dilma Rousseff considerou que as denúncias são “especulação”

Ibanês, que faz parte da equipa de Dilma desde os anos noventa, quando ela era secretária de Minas e Energia no estado do Rio Grande do Sul, é director de gestão corporativa da estatal Empresa de Pesquisas Energéticas. Paralelamente, porém, é sócio da empresa privada Capacitá Eventos, que conseguiu, sem concurso, contratos no valor de 250 mil euros para realização de eventos da petrolífera pública Petrobras. Tanto a empresa pública de que é director quanto a Petrobras são tuteladas pelo Ministério de Minas e Energia, que foi comandado por Dilma até 2005, quando deixou o cargo para assumir a pasta da Presidência, mas onde ainda mantém muita influência.

Questionada ontem sobre o assunto, Dilma não conseguiu disfarçar a irritação. "Tem de se ter muito cuidado com esse tipo de denúncias no período eleitoral. Isso chama-se especulação", afirmou Dilma, defendendo o seu assessor: "O facto de o meu assessor ter uma empresa e trabalhar no governo não é crime."

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