Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
5

Malásia pede à Birmânia que pare de perseguir minoria

Receios de uma crise humanitária.
14 de Maio de 2015 às 09:11
A Malásia disse que vai recusar os barcos que cheguem com imigrantes da Birmânia e do Bangladesh
A Malásia disse que vai recusar os barcos que cheguem com imigrantes da Birmânia e do Bangladesh FOTO: EPA

O Governo malaio defendeu esta quinta-feira que o sudeste asiático tem de enviar uma "mensagem muito forte" à Birmânia, para que cesse a opressão à minoria rohingya, que está a fugir do país, gerando receios de uma crise humanitária regional.


O vice-ministro do Interior do Governo da Malásia, Wan Junaidi Tuanku Jaafar, disse que o número crescente de refugiados no sudeste asiático era causado, em grande parte, pelo tratamento da Birmânia aos rohingya, uma minoria muçulmana que enfrenta discriminação e tem sido alvo de violência.


"Claro que há um problema com a forma como tratam os rohingya em Myanmar [Birmânia]", disse Wan Junaidi à AFP.


"É por isso que temos de enviar uma mensagem muito forte a Myanmar de que tem de tratar as pessoas com humanidade. Têm de ser tratados como seres humanos e não podem ser tão opressivos", afirmou.


A Malásia disse esta semana que vai recusar os barcos que cheguem com imigrantes da Birmânia e do Bangladesh, a não ser que estejam em perigo iminente de naufrágio, seguindo a atitude tomada pela Indonésia.


Pelo menos 2.000 pessoas em barcos foram resgatadas, nadaram para terra ou tiveram de se ir embora, após terem chegado às costas da Malásia e Indonésia, desde o fim de semana passado.


Organizações de defesa dos direitos dos migrantes já alertaram que a rejeição dos barcos pode significar uma pena de morte para as pessoas que já enfrentam o risco de morrer à fome ou devido a doenças, após várias semanas no mar.


Acredita-se que milhares de pessoas estejam atualmente presas no mar ou abandonadas pelos traficantes.

Malásia Birmânia
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)