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Correio da Manhã

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Mandato claro para reformar

A esmagadora vitória do MPLA nas eleições legislativas angolanas surpreendeu até o próprio partido do governo, que esperava ganhar mas não de maneira tão expressiva, afirmou ontem o seu porta-voz.
10 de Setembro de 2008 às 00:30
Apoiantes do MPLA festejam em Luanda a vitória do partido
Apoiantes do MPLA festejam em Luanda a vitória do partido FOTO: João Relvas / Lusa

"Não esperávamos que [a vitória] fosse assim tão ampla", admitiu Norberto dos Santos à Rádio Nacional de Cabo Verde, atribuindo as dimensões inéditas da vitória do MPLA aos "quase três milhões de militantes" do partido. O porta--voz admitiu ainda que se registaram problemas em algumas assembleias de voto, cujas causas terão de ser apuradas, mas assegurou que os mesmo não são razão para pôr em causa o processo eleitoral – como aliás afirmaram os observadores internacionais, incluindo a missão da União Europeia.

Os últimos resultados avançados pela Comissão Nacional Eleitoral quando estavam contados 83,83% dos votos confirmam a vitória esmagadora do MPLA com 81,68% dos votos, contra apenas 10,36% para a UNITA. Antes das eleições, recorde-se, Eduardo dos Santos pedira uma vitória "abrangente" para poder dotar o país de uma Constituição moderna, com vista a reforçar a Democracia e o Estado de Direito. O chefe de Estado angolano prometeu ainda afastar do governo "todos quantos têm apenas em conta os seus interesses pessoais". As dimensões da vitória trazem por isso responsabilidade acrescida ao novo governo, que terá agora a difícil missão de cumprir as promessas e não defraudar os eleitores.

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