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“Mandei-a embora mas ela não ia”

"Eu mandava-a embora mas ela não ia". A frase é do pescador José Agostinho Bispo Pereira, de 54 anos, preso no estado brasileiro do Maranhão acusado de ter mantido em cativeiro e abusado por 17 anos uma filha, hoje com 29 anos, com quem teve sete filhos. E, justificando o incesto, acrescentou: "Ela deitou-se comigo na rede. Errar é humano, todo o mundo erra."
13 de Junho de 2010 às 00:30
O pescador vivia com a filha, hoje com 29 anos, num miserável casebre numa ilha do município de Pinheiro
O pescador vivia com a filha, hoje com 29 anos, num miserável casebre numa ilha do município de Pinheiro FOTO: D.R.

O pescador, que vivia numa ilha num casebre sem água, luz ou móveis, com a filha, Sandra Maria Monteiro, a quem começou a abusar aos 12 anos, e seis dos sete supostos filhos-netos, afirma que três das crianças podem ser dele, as outras não. "O resto não é meu. Ela quer condenar-me a mais do que está aí", alegou ainda o violador. As autoridades anunciaram que as crianças vão ser submetidas a testes de ADN. O pescador nega ainda ter abusado das duas filhas-netas, de cinco e oito anos (as outras crianças são rapazes).

Interrogada pelas autoridades, a filha alega, por seu turno, desconhecer que manter relações com o pai é crime, afirma que várias vezes o mandou procurar outra mulher e declarou que prefere voltar para o casebre da ilha a viver na cidade, onde nunca tinha ido.

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