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Manifestante morre asfixiado por gás no Cairo

Um militante de um partido de esquerda morreu asfixiado, esta terça-feira, por gás lacrimogéneo disparado pela polícia egípcia junto à embaixada norte-americana no Cairo, e quando decorria um amplo protesto contra as últimas decisões do Presidente do Egipto.
27 de Novembro de 2012 às 19:42
A morte de Ghalib eleva para três o número de apoiantes e opositores do Presidente Mohamed Morsi mortos em distúrbios nos últimos dias no Egipto
A morte de Ghalib eleva para três o número de apoiantes e opositores do Presidente Mohamed Morsi mortos em distúrbios nos últimos dias no Egipto FOTO: Reuters

Fatih Ghalib, 56 anos, morreu asfixiado quando se encontrava na tenda que o seu partido, a Aliança Popular, ergueu num local muito próximo da praça Tahrir, no centro do Cairo.

A morte de Ghalib eleva para três o número de apoiantes e opositores do Presidente Mohamed Morsi mortos em distúrbios nos últimos dias no Egipto. 

Dezenas de milhares de pessoas reuniram-se hoje na emblemática praça Tahrir para protestar contra a iniciativa de Mohamed Morsi, anunciada na quinta-feira, de reforçar os seus próprios poderes.

A manifestação desta terça-feira foi a maior mobilização hostil ao Presidente egípcio desde a sua eleição em Junho.

Os protestos, que também decorreram em outras cidades do país, seguem-se à determinação de Morsi em assumir a prerrogativa de adoptar as medidas que considere necessárias "para a defesa da revolução", uma formulação vaga que para os seus opositores pode perspectivar uma deriva ditatorial.

Perante a vaga de contestação, o chefe de Estado repetiu no domingo que os seus poderes excepcionais são "temporários" e vão terminar com a adopção da nova Constituição, que deve ser redigida até meados de Fevereiro e submetida a referendo, antes da eleição de uma Assembleia.

Os apoiantes de Morsi consideram que estes poderes vão permitir a concretização de reformas políticas, sociais e económicas indispensáveis para cumprir as promessas feitas durante a revolta popular de Dezembro de 2010 e Janeiro de 2011 que derrubou o ex-Presidente autocrático Hosni Mubarak, e acelerar um processo de transição considerado "longo e caótico".

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