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Correio da Manhã

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Manifestantes anti-Igreja destroem imagens religiosas

Incidentes ocorreram na praia de Copacabana.
27 de Julho de 2013 às 23:58
Alguns dos manifestantes anti-Igreja
Alguns dos manifestantes anti-Igreja FOTO: Reuters/Pilar Olivares

Manifestantes anti-Igreja envolvidos na ‘Marcha das Vadias’ destruíram, este sábado, imagens religiosas na praia de Copacabana, onde milhares de peregrinos aguardam o início da vigília da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

De acordo com o jornal ‘O Globo’, as primeiras imagens, de Nossa Senhora de Fátima e Aparecida, foram destruídas por um casal nu, que tinha apenas os órgãos sexuais cobertos com símbolos religiosos, como um quadro de Jesus Cristo.

Num outro ponto do protesto, os manifestantes juntaram cruzes, atiraram-lhes preservativos em cima e pisaram os artigos religiosos. Um dos manifestantes chegou a colocar um preservativo na cabeça de Nossa Senhora.

Ao deparar-se com o protesto, os peregrinos confrontaram-no cantando: "Esta é a juventude do Papa" e alguns católicos que passavam pelo local criticaram o movimento, enquanto outros dizem não estar incomodados.

Assinalado com bandeiras do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) e de partidos políticos, o protesto reúne cerca de 450 pessoas e mistura-se com a vigília dos peregrinos que estão na praia de Copacabana.

Algumas manifestantes levavam cartazes com frases como: "Meu corpo não pertence à Igreja" e "sou cristão e apoio a ‘Marcha das Vadias’", enquanto outras exibiam os seios nus.

Apesar da destruição das imagens religiosas, o clima entre manifestantes e católicos é tranquilo.

Marco Rocha, que integra o grupo da 'Marcha das Vadias', disse que foi "muito bem tratado" pelos peregrinos.

"A marcha acontece todos os anos em Copacabana nesta mesma data. Este ano foi cancelada por conta da JMJ, mas resolvemos vir mesmo assim", disse Rocha.

O grupo ‘Católicas pelo Direito de Decidir’, favorável à ‘Marcha das Vadias’, distribuía uma carta aberta ao Papa Francisco intitulada ‘Queremos uma nova Igreja’.

Outras pequenas manifestações acontecem na cidade do Rio de Janeiro, sobretudo pedindo a saída do governador do Estado, Sérgio Cabral Filho, mas em ambiente tranquilo, até ao momento.

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