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Correio da Manhã

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Temer chama exército para travar violência em Brasília

Manifestantes incendiaram e pilharam ministérios na capital brasileira.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 24 de Maio de 2017 às 20:09
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
Protestos junto dos ministérios em Brasília
O presidente brasileiro, Michel Temer, convocou no final da tarde desta quarta-feira as Forças Armadas para garantirem a ordem em Brasília, depois de violentos confrontos na cidade durante uma manifestação que exigia a renúncia dele. O anúncio foi feito em curta declaração à imprensa pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann. 49 pessoas ficaram feridas e sete foram detidas.

Segundo Jungmann, tropas já estavam naquele momento dentro e em redor do Palácio do Planalto, sede da presidência, e do Ministério dos Negócios Estrangeiros, entre outros prédios públicos. Ainda de acordo com Jungmann, mais tropas federais serão colocadas nas ruas de Brasília até final da noite, para evitar novos actos de violência.

O ministro afirmou que o presidente não vai aceitar qualquer violação da lei e da ordem no país e que tomará as medidas que forem necessárias para garantir a lei e a ordem.

Jungmann também informou que Michel Temer mandou evacuar os ministérios e outros órgãos governamentais para garantir a segurança dos funcionários.

O caos em Brasília começou quando a polícia tentou evitar o avanço de uma manifestação com dezenas de milhares de pessoas que exigia a renúncia de Temer, acusado de corrupção, que pretendiam fazer um ato político junto ao Congresso.

Em resposta, manifestantes atiraram petardos e pedras contra a polícia, invadiram e vandalizaram diversos ministérios e incendiaram os rés-do-chão de pelo menos dois, o da Agricultura e do Planeamento, e ergueram barricadas a arder com casas de banho químicas, cabines telefónicas, sofás e mesas e até documentos tirados dos prédios ministeriais invadidos.

As emissoras de televisão mostraram pessoas feridas, tanto do lado dos manifestantes quanto da polícia, e até baleadas. Mas até às 17 horas locais, 21 horas em Lisboa, ainda não tinham sido divulgados números.

A vaga de manifestações exigindo a saída de Temer do cargo começou quarta-feira passada, após a divulgação de gravações que envolvem o chefe de Estado com corrupção. Na conversa, gravada por um empresário que Temer recebeu na residência oficial e sem agendamento oficial, o presidente é apanhado a autorizar o empresário a comprar o silêncio de testemunhas que poderiam comprometê-lo e regozija-se quando o seu interlocutor diz que está a subornar juízes para obter decisões favoráveis.

A pedido do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, o juíz Edson Fachim, relator no Supremo Tribunal Federal dos processos da operação anti-corrupção Lava Jato envolvendo políticos com mandato, autorizou quinta-feira a abertura de uma investigação contra Temer.

O presidente é acusado pelo PGR de crimes de corrupção, obstrução à justiça e participação em organização criminosa.
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