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Correio da Manhã

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Manifestantes tentam apagar tocha Olímpica

A passagem da chama olímpica pelo centro de Londres, no Reino Unido, foi ontem manchada pelos protestos de centenas de pessoas contra a ocupação chinesa e o desrespeito dos direitos humanos no Tibete. Apesar das fortes medidas de segurança que rodearam o evento, os activistas conseguiram por várias vezes chegar perto do portador da tocha, e tentaram mesmo apagá-la com extintores ou roubá-la das mãos do portador. Pelo menos 35 pessoas foram detidas.
7 de Abril de 2008 às 00:30
Um manifestante (na foto) ainda conseguiu agarrar a tocha olímpica, mas foi rapidamente afastado pela polícia
Um manifestante (na foto) ainda conseguiu agarrar a tocha olímpica, mas foi rapidamente afastado pela polícia FOTO: Yui Mok/Reuters

Uma das tentativas de perturbar o evento aconteceu junto do Museu Britânico, que um manifestante conseguiu furar o cordão de segurança e tentou retirar a tocha das mãos da portadora, a apfresentadore da televisão britânica Konnie Huq, mas foi rapidamente imobilizado pelos agentes da polícia. Dois outros manifestantes pró-Tibete foram também detidos depois de tentarem apagar a tocha olímpica, servindo-se de extintores contra incêndios, gerando momentos de pânico entre a assistência.
Noutro ponto do percurso, cerca de uma centenademanifestantes cortaram a estrada, obrigando o portador da tocha a fazer o trajecto de autocarro,sobfortes vaias dos manifestantes que gritavam 'libertem o Tibete' e 'Direitos Humanos no Tibete'.
Apesar dos protestos, a chama olímpica, protegida por centenas de agentes policiais, passou pelo Museu Britânico, China Town, Picadilly Circus, Catedral da São Paulo e Downing Street, onde foi recebida pelo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, perante centenas de manifestantesqueprotestavam contra a sua associação ao evento. Brown afirmou que apenas estava defender o espírito olímpico.
O cortejo da chama olímpica teve início às 10h30 no Estádio Nacional de Wembley, e terminou na 02 Arena, antes conhecida pela Millennium Dome, em Greenwich, num percurso de 48 quilómetros, e foi transportada simbolicamente por diversos atletas e personalidades britânicas, entre os quais o ex-remador e campeão olímpico Steve Redgrave e o tenista Tim Henman.
Hoje, a passagem da tocha pela capital francesa, Paris, também deverá gerar protestos. Recorde-se queopresidenteSarkozyexige da China o fim da violência contra os tibetanos, a libertação dos presos, o esclarecimento dos acontecimentos no Tibete e abertura de negociações com o Dalai Lama, e já admitiu não participar na cerimónia de abertura dos Jogos, em Agosto.

SAIBA MAIS

137 mil quilómetros é a distância que a tocha olímpica vai percorrer antes de chegar a Pequim a 6 de Agosto.

19 é o número de países que a tocha atravessará antes de chegar ao território chinês, onde percorrerá todas as províncias.

TRADIÇÃO

A tocha foi acesa no passado dia 24 de Março na Antiga Olímpia, na Gré-cia, como manda a tradição. Depois foi levada para Atenas e entregue às autoridades chinesas.

PROTESTOS

Activistas pró-Tibete prometeram fazer tudo para perturbar o trajecto da tocha para chamar a atençãopara o sofrimento do povo tibetano.

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