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Correio da Manhã

Mundo
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Mar de Aral em risco de evaporar

O Mar de Aral está a ficar cada vez mais pequeno e corre o risco de evaporar totalmente, consequência da subida galopante da temperatura global. As imagens obtidas pela Agência Espacial Europeia (ESA) mostram que o mar, localizado entre as antigas repúblicas soviéticas do Cazaquistão e do Uzbequistão, na Ásia Central, perdeu metade do tamanho em apenas 40 anos.
25 de Julho de 2006 às 00:00
O nível das águas baixou 13 metros desde 1960
O nível das águas baixou 13 metros desde 1960 FOTO: d.r.
Em 1960 era considerado o quarto maior lago do Mundo, cobrindo cerca de 68 mil quilómetros quadrados. Desde 1989 que o Mar de Aral está dividido em duas pequenas massas de água: uma em forma de ferradura e outra, mais pequena, a norte.
Apesar dos esforços, a comunidade científica está céptica quanto à possibilidade de salvar o Mar de Aral. Com a maior porção de água a evaporar-se até 2020, o objectivo é agora tentar preservar o pequeno mar, através da construção de diques.
O processo de evaporação do Mar de Aral tem sofrido bastante desde há 30 anos, devido às sucessivas drenagens feitas pelo regime comunista nas repúblicas da Ásia Central, desviando a água dos rios Amu-Daria e o Syr-Daria que alimentam o lago.
A evaporação e salinização fizeram baixar 13 metros o nível das águas desde 1960, dando origem ao deserto de Aralkum, uma área de 36 quilómetros quadrados de terreno salgado branco. Os cientistas estão a estudar a melhor forma de recuperá-lo. O projecto Pladadinfis, financiado pela União Europeia, tem como principal objectivo recuperar cinco milhões de hectares de solos degradados pelo sal.
AMAZÓNIA VIRA DESERTO
O processo de desertificação da floresta amazónica pode começar já no próximo ano, com consequências catastróficas para o planeta. O mais recente estudo, realizado no coração da Amazónia, concluiu que a floresta já não aguenta mais dois anos consecutivos de seca, podendo acelerar o aquecimento global e alastrar o processo de desertificação no hemisfério norte. Os investigadores concluíram que as árvores começam a morrer ao 3.º ano.
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