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Marcelo ausente de funeral de Fidel

Governo português garante que enviará "uma representação adequada" a Cuba, mas ainda não tomou uma decisão sobre a matéria.
Francisco J. Gonçalves,Bruno de Castro Ferreira e Cristina Rita 28 de Novembro de 2016 às 01:45
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Marcelo ausente de funeral de Fidel
Um dos últimos líderes mundiais recebido por Fidel Castro não estará presente no funeral do ditador cubano. O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, não se deslocará a Cuba no dia 4 de dezembro. Outra ausência no funeral poderá ser Barack Obama. O presidentes dos EUA está a ser pressionado pela oposição republicana e pela equipa de transição do presidente eleito, Donald Trump, para não se deslocar a Cuba.

O governo português ainda não decidiu de que forma se irá fazer representar. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse, anteontem, aos jornalistas que ainda não foi tomada uma decisão nessa matéria mas que Portugal terá "a representação considerada adequada".

Certo, para já, é que o Presidente da República não estará presente. Rebelo de Sousa vai manter a agenda que inclui um ‘Portugal Próximo’, a 5 de dezembro. O chefe de Estado passará todo o dia na Guarda, Covilhã e em Castelo Branco.

Quanto aos EUA, Obama é pressionado por vários líderes republicanos, entre os quais o senador de origem cubana Marco Rubio, e também pela equipa de Trump, que designou Fidel como "ditador brutal", dando um primeiro sinal de que planeia suspender a abertura a Cuba encetada por Obama. Os republicanos querem mesmo que nenhum representante norte-americano de alto nível assista ao funeral de Fidel.

Entretanto, Cuba iniciou os nove dias de luto oficial e prepara o adeus ao líder histórico da revolução. Na ilha que Fidel governou durante meio século, as autoridades proibiram a venda de bebidas alcoólicas e suspenderam os espetáculos musicais durante o período de luto.

Hoje e amanhã, os cubanos podem homenagear o líder da revolução em Havana, junto do memorial a José Martí, herói nacional e inspirador de Fidel, que no séc. XIX combateu a ocupação espanhola. Na quarta-feira, parte o cortejo com as cinzas de Fidel, que fará o percurso até Santiago, onde em 1959 se iniciou a marcha triunfal de Fidel sobre Havana.
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