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Correio da Manhã

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Marcelo na Porta da Harmonia Suprema afirma que essa é a missão presidencial

Presidente da República visitou este domingo a Cidade Proibida, em Pequim.
Lusa 28 de Abril de 2019 às 09:37
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visito este domingo a Cidade Proibida, em Pequim, e após passar na Porta da Harmonia Suprema afirmou ser esse o ideal que corresponde à missão presidencial prevista na Constituição portuguesa.

"O papel do Presidente na Constituição de 1976 é um papel de construção da harmonia suprema", declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas. "Um poder moderador", acrescentou, a meio da visita ao complexo onde viveram 24 imperadores chineses das dinastias Ming e Qing, entre o século XV e o início do século XX.

O chefe de Estado percorreu a parte central da Cidade Proibida, de sul para norte, num espaço reservado para a sua comitiva, durante cerca de uma hora, tempo insuficiente para ver todo o complexo. No final proclamou: "É a primeira vez que venho aqui, não será a última".

Junto ao Portão da Grandeza Divina, a saída norte, uma multidão de turistas amontoou-se atrás das baias para o ver passar, de braços no ar e telemóveis erguidos voltados para o Presidente português, que já se dirigia para o carro. Alguns dos visitantes, que eram maioritariamente chineses, bateram palmas, outros gritaram.

Marcelo Rebelo de Sousa acabou por fazer um desvio para cumprimentar brevemente alguns deles, mas a barreira linguística limitou a comunicação. Talvez por não ter a certeza de que soubessem quem era, o Presidente da República disse "Portugal" e deu alguns apertos de mão. Em menos de um minuto, entrou na viatura.

Embora relativamente curta, a visita foi guiada, com recurso a um intérprete, e as detalhadas explicações sobre a vida dos imperadores deixaram o chefe de Estado impressionado e suscitaram algumas reflexões sobre a visibilidade do poder político.

Marcelo Rebelo de Sousa realçou que "o imperador começou por ser invisível, ninguém o via, e depois pouco a pouco começou a ser visível, e no século XIX já ia assistir aos exames dos oficiais mais elevados do império, e aí finalmente esses oficiais podiam vê-lo face a face".

A comunicação social logo lhe pediu que falasse também da atual "visibilidade" do poder político e o Presidente da República respondeu que há "uma exposição muito grande do poder político, o que significa que haverá porventura cada vez menos disponíveis para isso, porque significa pagar um preço o próprio e todos os que o rodeiam".

"Por outro lado, significa também um escrutínio, quer dizer, um controlo do poder político muitíssimo mais apertado. O oposto do que acontecia no Império", completou.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "há hoje meios de acesso instantâneo ao que se passa na liderança do poder político" e "a dúvida é até onde é que isso irá ao longo do século XXI".

"Parará algures?", interrogou. "Como é que será no futuro? Não sabemos".

Ainda em resposta aos jornalistas, o Presidente da República rejeitou qualquer comparação entre o seu cargo e o dos imperadores chineses: "Ninguém em democracia se vê como imperador. São duas realidades completamente diferentes".

Nesta visita, acompanharam-no os ministros dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, e o embaixador de Portugal em Pequim, José Augusto Duarte.

O chefe de Estado considerou que a Cidade Proibida "tem uma grandiosidade que mostra bem a importância do Império Chinês, que durou muitos séculos" e referiu que Portugal teve "muitas relações" com a China quando chegou ao Oriente. "É muito impressionante", exclamou.

"Os Qing foram o auge para nós, curiosamente, quando tivemos uma série de jesuítas a viver aqui dentro, como o Tomás Pereira, que viveu aqui 40 anos, como conselheiro importante na música, na álgebra, na ciência e até diplomático", assinalou o embaixador José Augusto Duarte.

No Livro de Honra, Marcelo Rebelo de Sousa deixou escrita a seguinte mensagem: "Ao visitar a Cidade Proibida, símbolo de uma cultura milenar, saúdo, em nome do povo português, a China e presto homenagem à sua história e ao seu povo, recordando muitos séculos de pacífica convivência com Portugal".
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