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Marcelo pede liderança e ambição política global para implementar Acordo de Paris

Presidente da República defendeu que "o direito a um ambiente saudável constitui um direito fundamental".
Lusa 27 de Abril de 2019 às 12:31
Marcelo Rebelo de Sousa participou na segunda edição do fórum 'Faixa e Rota'
Marcelo Rebelo de Sousa participou na segunda edição do fórum 'Faixa e Rota'
Marcelo Rebelo de Sousa participou na segunda edição do fórum 'Faixa e Rota'
Marcelo Rebelo de Sousa participou na segunda edição do fórum 'Faixa e Rota'
Marcelo Rebelo de Sousa participou na segunda edição do fórum 'Faixa e Rota'
Marcelo Rebelo de Sousa participou na segunda edição do fórum 'Faixa e Rota'
Marcelo Rebelo de Sousa participou na segunda edição do fórum 'Faixa e Rota'
Marcelo Rebelo de Sousa participou na segunda edição do fórum 'Faixa e Rota'
Marcelo Rebelo de Sousa participou na segunda edição do fórum 'Faixa e Rota'
Marcelo Rebelo de Sousa participou na segunda edição do fórum 'Faixa e Rota'
Marcelo Rebelo de Sousa participou na segunda edição do fórum 'Faixa e Rota'
Marcelo Rebelo de Sousa participou na segunda edição do fórum 'Faixa e Rota'
Marcelo Rebelo de Sousa participou na segunda edição do fórum 'Faixa e Rota'
Marcelo Rebelo de Sousa participou na segunda edição do fórum 'Faixa e Rota'
Marcelo Rebelo de Sousa participou na segunda edição do fórum 'Faixa e Rota'
Marcelo Rebelo de Sousa participou na segunda edição do fórum 'Faixa e Rota'
Marcelo Rebelo de Sousa participou na segunda edição do fórum 'Faixa e Rota'
Marcelo Rebelo de Sousa participou na segunda edição do fórum 'Faixa e Rota'
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pediu este sábado "liderança forte e ambição política" ao nível global para implementar o Acordo de Paris, numa intervenção sobre alterações climáticas, em Pequim.

O chefe de Estado assumiu esta posição na segunda edição do fórum "Faixa e Rota", iniciativa chinesa de investimento em infraestruturas da Ásia à Europa, num painel sobre ambiente e desenvolvimento sustentável, que foi aberto pelo Presidente da China, Xi Jinping, e pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres.

Este painel decorreu à porta fechada e não foi transmitido no centro de imprensa do fórum, situado a cerca de 60 quilómetros do lugar onde se reuniram os chefes de Estado e de Governo, junto ao lago Yanqi.

No seu discurso escrito, a que a agência Lusa teve acesso, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que "o direito a um ambiente saudável constitui um direito fundamental" e que há que "combinar ação multilateral com diálogo político" para preservar o planeta para as futuras gerações, frisando que Portugal "apoia totalmente a neutralidade de emissões de carbono até 2050".

"As alterações climáticas são a questão decisiva do nosso tempo. Passaram-se três anos desde o Acordo de Paris que definiu um novo rumo para o esforço global no combate às alterações climáticas. Mais do que nunca, será preciso liderança forte e ambição política para implementar este acordo histórico", afirmou.

Segundo o Presidente da República, os governos dos países subscritores do acordo devem "elaborar quadros nacionais que permitam uma cooperação multifacetada incluindo com o setor privado, a sociedade civil e parcerias com universidades".

"Acredito que os avanços tecnológicos - incluindo os combustíveis não-fósseis, materiais de construção sustentáveis e acumuladores com maior capacidade - em conjunto com avanços na agricultura sustentável irão reforçar os nossos esforços para limitar as alterações climáticas", prosseguiu.

Marcelo Rebelo de Sousa enalteceu a atuação de Portugal nesta matéria, referindo que atualmente mais de metade da eletricidade consumida no país é gerada por fontes renováveis, "o terceiro resultado mais alto da União Europeia".

O chefe de Estado acrescentou que "Portugal apoia totalmente os esforços do secretário-geral das Nações Unidas para consagrar a ação contra as alterações climáticas como prioridade na agenda internacional" e "apoia totalmente a agenda 2030" para o desenvolvimento sustentável.

Concluído em 12 de dezembro de 2015, na capital francesa, com a assinatura de 195 países, o Acordo de Paris tem como objetivo limitar a subida da temperatura global pela redução das emissões de gases com efeito de estufa e entrou formalmente em vigor em 04 de novembro de 2016.

Portugal ratificou o Acordo de Paris em 30 de setembro de 2016, tornando-se o quinto país da União Europeia a fazê-lo e o 61.º do mundo.
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