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Correio da Manhã

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Marcha no Burkina Faso exige poder para o povo

Movimento reuniu cerca de mil pessoas.
2 de Novembro de 2014 às 11:26
Plataforma promotora da marcha reivindicou a sua "forte identidade
Plataforma promotora da marcha reivindicou a sua 'forte identidade FOTO: Joe Penney/Reuters

A oposição política e organizações da sociedade civil de Burkina Faso reivindicaram este domingo numa marcha na capital daquele país africano, Ouagadougou, que o exército transfira o poder para o povo, depois da demissão do presidente Blaise Compaoré.

A plataforma promotora da marcha, com a presença de cerca de mil pessoas, segundo a AFP, reivindicou a sua "forte identidade" na gestão da transição, que, na sua opinião, não devia "ser confiscada" pelo exército de Burkina Faso.

"A oposição política e as organizações da sociedade civil reafirmaram que a vitória da insurreição popular pertence ao povo", referiram a oposição política e a organizações da sociedade civil de Burkina Faso, defendendo "o caráter democrático e civil" que deve ter transição.

O mesmo desejo tinha sido manifestado no sábado pela União Africana, que pediu ao exército que promova uma transição liderada pela sociedade civil, o mesmo acontecendo com os Estados Unidos.

Número dois é líder da transição

A realização da marcha foi acordada na tarde de sábado, após saber-se que o exército tinha designado líder da transição o número dois da guarda presidencial, o tenente-coronel Isaac Zida, revelou este domingo o portal de notícias Burkina 24.

Blaise Compaoré, há 27 anos a presidir ao Burkina Faso, demitiu-se na sexta-feira, depois de manifestações populares na Plaça da Nação, na capital, de oposição ao prolongamento do mandato do Presidente.

Nas última horas a calma voltou ao Burkina Faso, que reabriu já as fronteiras aéreas e voltará a abrir as escolas na segunda-feira, disseram fontes oficiais à EFE.

Burkina Faso Ouagadougou Blaise Compaoré
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