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Correio da Manhã

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MARINES MATAM CIVIL NO HAITI

Uma patrulha de ‘marines’ na capital do Haiti, Port-au-Prince, abriu fogo sobre um automóvel que acelerava em direcção a uma barreira de controlo, matando um dos seus ocupantes e ferindo outro. Foi o segundo incidente com fogo real desde que os norte-americanos chegaram à cidade, há dez dias.
9 de Março de 2004 às 19:04
O sargento Jose Ruiz, do Comando Sul dos EUA, em Miami, disse hoje que o ferido foi entregue à polícia haitiana logo após o incidente, ontem à noite. De acordo com este militar, os ‘marines’ dispararam em auto-defesa. No último domingo, apoiantes do presidente Jean-Bertrand Aristide abriram fogo sobre uma multidão que celebrava o afastamento do chefe de Estado. Os ‘marines’ ripostaram e mataram um dos atiradores.
Os sinais de violência confirmam a continuidade da tensão política no Haiti, apesar do envio para o país de 2.300 ‘marines’, polícias-militares franceses e soldados canadianos, incumbidos de repor a ordem após a fuga de Aristide, no passado dia 29, para o exílio.
Ainda hoje, a polícia haitiana matou a tiro um indivíduo e feriu outros dois, perto da área industrial de Port-au-Prince, zona que tem sido sujeita a constantes pilhagens.
ONU PEDE 35 MILHÕES
A ONU lançou hoje um apelo internacional de emergência para angariar 35 milhões de dólares em ajuda humanitária para o Haiti. O apelo destina-se a financiar durante seis meses as primeiras necessidades de 3 milhões de haitianos, os mais afectados pela guerra no país.
O Haiti é o país mais pobre do Hemisfério Ocidental e um terço da sua população (cujo total atinge os 8,3 milhões) sofre de desnutrição crónica... mesmo sem guerra.
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